Gauchão 2021

Fernando Leite avalia planejamento do Brasil na temporada

Executivo de futebol foi o entrevistado do DP Esportes nesta sexta-feira; profissional comenta momento do clube no Gauchão e no mercado

10 de Abril de 2021 - 12h10 Corrigir A + A -
Leite conversou por cerca de uma hora com a equipe de esportes do jornal  (Foto: Divulgação - DP)

Leite conversou por cerca de uma hora com a equipe de esportes do jornal (Foto: Divulgação - DP)

O diretor executivo de futebol do Brasil, Fernando Leite, foi o convidado do DP Esportes desta sexta-feira. O programa, ao vivo, vai ao ar todas as terças e sextas-feiras, às 12h30min, nas redes sociais do Diário Popular. Durante aproximadamente uma hora, o profissional respondeu aos questionamentos da equipe de esportes, entre eles, as dificuldades enfrentadas para formar o elenco, o desempenho até aqui no Campeonato Gaúcho e a demissão de Natanael Noronha e a chegada de Walter Grassmann para comandar a preparação física rubro-negra.

Em bate-papo franco, Leite não fugiu das perguntas. Perguntado sobre em que situação encontrou o Brasil após a sua chegada, o profissional disse que o trabalho inicialmente foi de observar o mercado em que o clube estava inserido e buscar o equilíbrio financeiro dentro do departamento de futebol.

“Encontro o Brasil mudando de presidência, mudando de diretoria, encontro o Martini fazendo esse trabalho de prospecção com Tencati de buscar esses jogadores, de um elenco que vinha se desmontando, de atletas que saíram. Outros que permaneceram, outros que eram observados para serem contratados. Eu chego no meio do processo. Então a minha função foi analisar o que vinha ocorrendo e conseguir sanar os problemas que ficaram pra trás”, comentou o executivo.

Leite destacou ainda que os salários agora estão em dia - com exceção do 13º, que ainda não foi integralmente pago - após um trabalho de reestruturação não apenas com os atletas que permaneceram no clube, mas também com os que haviam se desligado. Segundo ele, algumas negativas em possíveis contratações ocorreram porque o Brasil estava com a imagem abalada no mercado.

“As informações correm muito rápido. Tanto a boa quanto a ruim. Num primeiro momento, dificultou sim. Os atletas se falam, há grupos de jornalistas, gerentes, preparadores físicos, atletas. Todos eles se conversam. A dificuldade existiu, sim”, complementou.

Desempenho na competição

Sobre o desempenho do Brasil até aqui no Gauchão, em campanha apenas para se livrar do rebaixamento, Fernando Leite considerou que a dificuldade em trazer mais peças para o setor de criação do meio-campo prejudicou o trabalho de Tencati, que também perdeu Gabriel Terra, lesionado.

“O Tencati vem tentando encontrar essa peça, mas num primeiro momento era o Gabriel Terra. No jogo contra o São José, o nível de competitividade que esperávamos chegou. Ali, saímos para a reunião e pensamos: encontramos o modelo de jogo, agora a gente vai manter. Mas na volta para casa, o Gabriel sentiu a lesão. Aí o Tencati fica sem essa opção. Era ele o nosso planejamento. Veio pra fazer essa função e ficamos carentes dessa peça e o Tencati teve que tentar encontrar o atleta e infelizmente nesse início de trabalho não conseguimos opções”, apontou, lembrando que Paulo Victor chegou apenas para as três últimas rodadas.

Projeção para a Série B

Quase todo o elenco tem contrato firmado para a disputa da Série B, com exceção de Jacone, Krobel e Netto. Estes, terão seus contratos encerrados no dia 30 de maio. Krobel está emprestado junto ao Tombense e uma reavaliação será feita. Netto já teria conversas para a renovação de contrato.

“Iremos cuidadosamente trazer os atletas pontuais. Dar condições para esses atletas permanecerem e quando necessário, substituí-los à altura para que possamos fazer uma Série B competitiva, que será muito difícil nesse ano”, analisou.

Mudança na preparação física

De acordo com o executivo, a troca no comando da preparação física se deu pela criação de um fato novo no cotidiano rubro-negro. Leite elogiou Natanael Noronha, demitido para a contratação de Walter Grassmann, apresentado ontem na Baixada.

“Às vezes se precisa de um fato novo. O Natanael é um baita profissional, da casa, do clube, pessoa sensacional, mas em determinado momento foi decidido que precisaríamos de algo novo. Talvez por uma cobrança maior do profissional que está chegando, fazer com quem o atleta veja isso. Não é o principal e único motivo pelo qual não estamos na parte de cima do Gauchão, existem várias coisas que são determinantes para os resultados dentro do jogo”, avaliou.


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