Pandemia

Farroupilha e times da Terceirona solicitam ajuda à FGF

Através de documento, equipes pedem suporte financeiro para cumprir os compromissos com atletas e funcionários

08 de Abril de 2020 - 08h52 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

O Grêmio Atlético Farroupilha, junto aos outros 15 clubes da Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho, vulgo Terceirona, se uniram para pedir um repasse financeiro à Federação Gaúcha de Futebol (FGF) devido à crise do novo coronavírus. Sem a competição, que classifica dois clubes para a Divisão de Acesso 2021, e teria início dia 5 deste mês, os dirigentes alegam não terem renda para cumprir os compromissos financeiros.

As agremiações formularam um documento, redigido pelo vice-presidente do União Harmonia, Cléu Fontoura, e assinado pelos representantes das demais entidades, que foi enviado à FGF. No texto, os clubes explicam a necessidade de receberem uma quantia mensalmente, por um período mínimo de três meses, "em virtude do cenário mundial catastrófico que estamos vivendo por conta da pandemia avassaladora da Covid-19".

Os dirigentes das agremiações requerentes (Farroupilha, União Harmonia, Doze Horas, Gaúcho, Marau, Nova Prata, Novo Horizonte, PRS, Real, Riograndense, Riopardense, Santa Cruz, Santo Ângelo, São Borja, Rio Grande e Três Passos) alegam que se encontram sem perspectiva em curto prazo. Isso refletirá nos 512 postos de trabalho (atletas, gestores, comissão técnica, manutenção de infraestrutura) que atuam diretamente no futebol .

No documento, ao qual o portal Peleia FC teve acesso, as entidades afirmam que "estamos sem receber a maior parte de nossas receitas, oriundas de rendas de bilheteria e de patrocinadores, mas as folhas de pagamento, os encargos sociais e demais despesas inerentes à manutenção da vida do futebol gaúcho continuam".

No fim, justificam o pedido de socorro financeiro para evitar o encerramento de suas atividades e a posterior avalanche de reclamatórias trabalhistas, já que o inadimplemento dos pagamentos de atletas e funcionários foi a primeira consequência da paralisação dos trabalhos. Além disso, é requerida também a isenção de taxas futuras cobradas por FGF e CBF por inscrição de atletas e rescisões contratuais, por exemplo.

 


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