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Executivo e Conselho se aproximam no Xavante

Em entrevista ao Papo da Bola DP/RU, Evânio Tavares esclarece situação política do Grêmio Esportivo Brasil. Antes iminentes, eleições podem acabar postergadas

19 de Outubro de 2021 - 21h48 Corrigir A + A -
Presidente do Conselho participou por cerca de 45 minutos do Papo da Bola da última segunda (Foto: Reprodução)

Presidente do Conselho participou por cerca de 45 minutos do Papo da Bola da última segunda (Foto: Reprodução)

“É um novo clube, uma nova fase. Precisamos passar por esse desafio. Não podemos ficar olhando para trás, tem que pensar para a frente”. As palavras do presidente do Conselho Deliberativo do Grêmio Esportivo Brasil, Evânio Bandeira Tavares, em entrevista ao programa Papo da Bola, parceria do Diário Popular com a Rádio Universidade, na segunda-feira (18), resumem bem a atual situação política rubro-negra.

Vale relembrar os últimos acontecimentos para entender o cenário. Após a renúncia de Nilton Pinheiro, a presidência ficou nas mãos dos vices Carlos Renato Moreira e Carlos Monks. O primeiro também se desligou do clube, e o segundo faria o mesmo. Isso alçaria um triunvirato de conselheiros ao cargo máximo do Xavante, mas a chapa recém eleita, presidida por Evânio, ainda não finalizou os trâmites burocráticos para ser homologada.

Se Monks renunciasse, o Brasil ficaria à deriva, sem comando. Por isso, permanece até agora. E o Conselho, mesmo ainda incapaz de responder oficialmente, está mais próximo do que nunca da Diretoria Executiva. A relação entre Monks, mandatário em exercício, e Evânio, é positiva e os dois têm debatido questões internas.

“Antigamente o Conselho não tinha acesso ao que tem hoje. Estamos preocupados com patrimônio, arquibancadas, questão financeira. Vai ser montado um grupo para ver a questão das dívidas. O Conselho assumiu com a diretriz de colocar as pessoas certas nos lugares certos. Mas se a diretoria não der esse espaço, fica complicado. Estamos tendo uma abertura muito boa com o Carlos Monks”, disse Tavares no Papo da Bola.

Eleições e estatuto

Há duas semanas, quando Carlos Renato deixou o cargo no clube, a convocação de novas eleições parecia iminente. Mas as coisas mudaram. Inclusive, Evânio faz questão de ressaltar o papel do estatuto e a figura do presidente, mesmo que provisória.

“Temos uma sintonia boa. Estamos juntando forças para não deixar nosso Brasil à deriva. A ideia é montar um grupo de trabalho com Diretoria Executiva e Conselho”, explica ele. Citando o estatuto como diretriz de qualquer decisão, o presidente do Conselho também revelou que o documento passará por uma atualização. A ideia é dar maior poder aos sócios.

Em contato com a reportagem do DP, Carlos Monks falou que fará o que os membros da nova direção julgarem adequado. Afirmou que o Conselho Deliberativo avaliará a situação e que, se for o caso, pode deixar o clube. Porém não descartou a hipótese de continuidade caso assim decida-se.

A vida financeira

O último balanço divulgado pelo Xavante mostra que o passivo total já supera os R$ 8 milhões - eram pouco mais de R$ 5 milhões no ano anterior. Esse assunto, evidentemente, preocupa os responsáveis pelo clube.

“A visão do Conselho é de não empurrar mais nada com a barriga. Não criar novas dívidas. O Brasil vende um produto, como uma empresa. Então vamos tentar buscar isso, não é do dia para a noite. Mas vamos batalhar”, avalia Evânio.

As categorias de base também sofrem pelas dificuldades econômicas na Baixada. A parceria com a empresa carioca GSA, firmada em julho, é o que permite que elas sigam funcionando. Afinal de contas, os altos custos para o clube honrar sozinho inviabilizariam esse investimento no momento.

Dentro de campo

Cada vez mais perto de virar realidade, o rebaixamento à Série C reverbera nas ações da direção rubro-negra. Internamente, o técnico Jerson Testoni e o coordenador de futebol Hélio Vieira são os responsáveis pelo planejamento do elenco para iniciar a próxima temporada no Bento Freitas.

E mais: o Brasil pode não ter um executivo remunerado para auxiliar a montagem do grupo de atletas. “Contratações estão diretamente ao Jerson e ao Hélio. Já existem nomes, já foram feitos contatos. Eles preferiram tocar essa questão antes da chegada do executivo. O Brasil precisa cortar gastos, essa é a realidade. A gente busca pé no chão, trabalhar com o que se tem em casa. Por enquanto, a ideia é manter os profissionais presentes”, disse Evânio no Papo da Bola.

A permanência de Erison também foi pauta. Complicada por conta do assédio de times do interior de São Paulo, sobretudo, a renovação com o centroavante corre sério risco,. Ainda assim, trabalha-se para reverter a situação e garantir a continuidade do camisa 9. “A diretoria vai fazer o possível e o impossível para que ele fique. É um jogador raiz, se esforça demais. Merece o sucesso”, fala o presidente do Conselho.


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