Série B

Entre interrogações, uma certeza

Mesmo com as indefinições do final de temporada, categorias de base são o horizonte para 2021 no Bento Freitas

25 de Janeiro de 2021 - 10h01 Corrigir A + A -
Goleiro Marcelo tem apenas 20 anos e chama atenção pela segurança no gol (Foto: Carlos Insaurriaga/GEB)

Goleiro Marcelo tem apenas 20 anos e chama atenção pela segurança no gol (Foto: Carlos Insaurriaga/GEB)

A temporada 2020 está próxima do fim. Para o Brasil, o ano de 2021 começa de fato após o confronto da próxima sexta-feira, na despedida da Série B do Brasileiro diante do Vitória, às 19h30min, no Bento Freitas. O principal ponto de interrogação é a permanência de Claudio Tencati, algo que só deve ser resolvido após o novo presidente, Nilton Pinheiro, assumir a gestão do clube. São muitas as indefinições para o projeto do futebol, mas uma certeza está cada vez mais evidente: o resultado apresentado pelas categorias de base do clube.

Embora a transição entre as gestões de Ricardo Fonseca e Nilton Pinheiro já tenha iniciado nos bastidores, algumas decisões só serão tomadas após a posse do novo presidente. Salários atrasados, finalização das obras no Bento Freitas e outras pendências irão demandar atenção especial da nova cúpula administrativa. Mesmo assim, o assunto categorias de base não será deixado de lado. Pelo contrário.

De acordo com o coordenador geral das categorias de base do clube, Fábio Borba, a recente venda de Luiz Henrique para o mundo árabe, assim como o aproveitamento do goleiro Marcelo nas últimas rodadas da Série B, são provas de que o projeto está cada vez mais presente no departamento profissional e nas diretrizes para o futebol rubro-negro.

"Foi um ano tão difícil, onde só conseguimos disputar a Copa do Brasil sub-17. Foi muito importante manter os jogadores da base mobilizados. Com toda dificuldade imposta pela pandemia, demos projeção para os atletas. Conseguimos negociar um jogador porque está na vitrine, no profissional", comentou o coordenador.

A venda de Luiz Henrique, de 19 anos, por cerca de R$ 800 mil, fará diferença no caixa para o processo de reestruturação do departamento de futebol. E o discurso da nova direção vai de encontro ao crescimento das ações na base, segundo Borba.

"Já conversamos com o presidente. É uma pessoa que acredita muito na categoria de base. Já vem dando apoio e sinalizou que continuará dando todo o suporte. Ele esteve presente na Copa do Brasil sub-17, nos auxiliando, e já colocou que o clube vai continuar investindo e acreditando na categoria de base. A expectativa dele é essa", completou.

Além dos recursos de possíveis vendas, os nomes que vão surgindo auxiliam também a equipe a conquistar os objetivos e na competitividade. É o caso do goleiro Marcelo, de apenas 20 anos, que recebeu oportunidade após a lesão de Rafael Martins e a ausência de Matheus Nogueira.

"O histórico dele é muito positivo. Ele está no profissional desde 2017. Ele era o quarto goleiro, depois virou terceiro e está aí. É uma posição que estamos fazendo um trabalho integrado entre base e profissional com o Alex(Lessa) e a gente vê o Marcelo crescendo. Está pegando minutagem de jogo e tem tudo para ser um primeiro goleiro num futuro próximo", avaliou Borba.

Outros nomes

Não são apenas os casos de Luiz Henrique e Marcelo que merecem atenção. Outros atletas da base também chegaram ao profissional e, aos poucos, vão recebendo oportunidade de mostrar trabalho.

"Temos o Marcelo, o Leo Ferraz e o Luiz Felipe que já estrearam no profissional. Temos o André também, de apenas 17 anos, já com contrato profissional. O David, outro goleiro. A gente fica contente porque o objetivo do investimento na base primeiro é esse. Os jogadores fazerem parte do grupo profissional e esse ano conseguimos. Tem todo o processo de passagem pro profissional e estamos dando essa estrutura pra eles, complementando sua formação", argumentou.

Pandemia x treinamentos

Foi preciso criatividade e esforço para manter algumas atividades, suspensas em sua maioria pela pandemia, aos garotos rubro-negros. A única competição disputada foi a Copa do Brasil sub-17. Diante das incertezas, o jeito foi individualizar os treinamentos e promover reuniões com as comissões técnicas. Treinamentos mesmo, só ocorreram na preparação para a competição nacional.

A expectativa do departamento para o retorno dos treinos é de que no final de fevereiro, a categoria sub-20 inicie a preparação para o Gauchão. Depois disso, gradativamente, os retornos das categorias sub-17 e sub-15. Tudo, porém, depende das condições sanitárias impostas pela pandemia.


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