Conversa

Em entrevista, Testoni fala da expectativa para 2022

Em entrevista ao programa DP Esportes, o técnico xavante falou sobre os reforços anunciados e a expectativa para a temporada de 2022

03 de Dezembro de 2021 - 21h13 Corrigir A + A -

Por: Fernando Rascado
esporte@diariopopular.com.br

Treinador falou bastante sobre o que pensa sobre o jogo (Foto: Reprodução)

Treinador falou bastante sobre o que pensa sobre o jogo (Foto: Reprodução)

Na edição de sexta-feira (3) do programa DP Esportes, nas plataformas digitais do jornal Diário Popular, os jornalistas Vinícius Guerreiro e Gustavo Pereira conversaram com o técnico do Brasil, Jerson Testoni. Entre os principais tópicos abordados, estão modelo de jogo, contexto do Xavante, os reforços anunciados, a expectativa para a temporada 2022, o aproveitamento da base e, principalmente, o que Jerson pensa do jogo.

Confira a entrevista

DP: O que tu conheceu do clube, no sentido de entender as peculiaridades do Brasil em relação a outros times e como tu tem passado isso para os atletas que o Brasil tenta contratar para esse projeto de 2022?

Jerson Testoni: “A primeira coisa que a gente sabe do Brasil é a força da torcida. O Xavante tem uma camisa muito pesada, de muita tradição. Todos os jogadores que a gente conversa ficam felizes em receber o convite, principalmente pela camisa que é o Brasil e pela torcida que tem. O receio é em função da credibilidade financeira. Infelizmente o clube passa há anos por isso e é uma coisa que a gente precisa melhorar, é um processo que começa do zero. O meu primeiro objetivo é organizar o clube, voltar a ter credibilidade, voltar a fazer uma temporada equilibrada. A gente passa para os atletas que queremos contratar que agora é uma diretoria nova. São pessoas jovens, com muita transparência, e que são, acima de tudo, torcedoras do Brasil.”

DP: Como são os teus processos para escolher as contratações?

JT: “Tem jogadores que temos confiança, tem outros que jogamos contra que a gente mapeia. Eu falo muito de modelo. Às vezes a gente monta uma plataforma e quando vamos montar um grupo a gente já fica imaginando na mente o esqueleto do time. Quando a gente forma um grupo, é difícil acertar 100% na produção de todos os atletas, então dentro desta estrutura a gente vai desenhando. Este ano tínhamos dificuldade na lateral-direita e tentamos o Netto. Tem que ser flexível, cada local tem sua forma de trabalhar. Primeiramente o treinador tem que conhecer bem as suas peças, saber explorar o máximo. Independentemente da plataforma, temos que estar preparados para qualquer adversidade.”

DP: O Brasil pretende buscar um centroavante ou a ideia é utilizar o Bruno Paulo na função?

JT: “A gente tem a ideia de usar ele como referência, mas daqui a pouco pode fazer a beirada de campo também, dependendo da resposta que ele vai dar. Vejo ele como um 9 de movimentação. Na beirada depende da ocasião. Sofremos muito esse ano com isso. Esse ano mesmo tinha jogador ofensivamente muito forte, mas defensivamente tinha dificuldade de baixar a linha, onde sofremos gol contra o Náutico por exemplo. A gente tem que ver cada situação, tem jogos que temos que ver onde vamos priorizar a fase ofensiva ou defensiva. Temos que saber mexer bem o material humano que temos em mãos.”

DP: Em sua primeira coletiva no Brasil, você disse que gosta de jogadores que tenham coragem para jogar e essas novas contratações parecem que possuem essas características. O que tu analisa no perfil do atleta e como tu vai conseguir estimular isso nos treinos?

JT: “A gente veio com uma ideia aqui no Brasil de manter o que a gente vinha mantendo no Brusque. Mas com o passar dos jogos a gente percebeu uma dificuldade de material humano pra fazer uma quebra de linha, por exemplo, e não adianta insistir em uma situação que teremos dificuldades. Eu vejo o futebol com muita construção desde trás. Quanto mais construção tu tiver, mais oportunidade tu vai ter, mais controle tu vai ter do jogo. Quando a gente está com a bola o adversário não está nos pressionando. Eu gosto de uma construção limpa, com coragem. A gente vai trabalhar muito defensivamente, principalmente não ser duas linhas espaçadas, trabalhar bem compactado. O adversário entrou no nosso campo a gente tem que ter dobrar, quebrar a linha, mas com a bola a gente tem que ter coragem pra jogar.”

Confira a entrevista completa utilizando o QR Code na matéria ou indo no Canal do DP no Youtube ou na página do Jornal no Facebook.


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