Gauchão 2020

Derrota na estreia de Hemerson Maria

Treinador aponta primeiras ideias de jogo, mas o Xavante sai derrotado para o Juventude

26 de Julho de 2020 - 18h26 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Jacone foi a grande novidade do Brasil de Hemerson Maria (Foto: Carlos Insaurriaga/GEB)

Jacone foi a grande novidade do Brasil de Hemerson Maria (Foto: Carlos Insaurriaga/GEB)

Foram apenas 14 dias de treinamentos coletivos, mas o técnico Hemerson Maria começou a colocar em prática mudanças significativas em campo. O treinador buscou um time com mais bola no chão, apesar do gramado ruim da Arena Alviazul, e dando chance para o jovem Jacone. No fim, ficou clara a falta de tempo para treinar e o Xavante acabou derrotado para o Juventude por 1 a 0.

A derrota deixou o Xavante na última posição da chave B, com quatro pontos, mas um jogo a menos. Agora o Rubro-negro aguarda a definição da FGF da próxima rodada. O clube não sabe se irá enfrentar o São Luiz ou terá o clássico Bra-Pel pela frente.

O jogo
É outro Brasil pelo menos nas ideias de jogo. O que não significa ser melhor ou pior que o Xavante até a parada da Covid-19. A primeira amostra do técnico Hemerson Maria rompeu com aquilo que o Xavante vinha fazendo na temporada. Notou-se a diferença já no primeiro toque na bola quando o Rubro-negro tentou iniciar a construção pacientemente desde trás. Outra imagem diferente para o torcedor do Brasil foi ver o goleiro Matheus Nogueira jogando com os pés até a intermediária e buscando os lançamentos em diagonais.

Entre acertos e erros naturais para um começo de trabalho, ainda mais após quatro meses parado, o Brasil criou uma grande chance com a principal novidade na escalação: Jacone. O volante apareceu na entrada da área e bateu cruzado para fora.

Aliás, a jogada de Jacone foi um dos poucos padrões que se observou com frequência. Enquanto Gegê saia da ponta para dentro, buscando organizar o jogo, Jacone atacava o espaço deixado pelo meia. Foram duas com êxito, mas em muitas o estreante como titular acabou não conseguindo levar vantagem sobre a defesa do Ju.

O Xavante ensaiou outras boas jogadas pelo chão, mas errou seguidamente passes simples. Em uma das saídas erradas Maicon Silva fez falta pela direita. João Paulo bateu com categoria e, aos 26 minutos, abriu o placar. Por pouco o Brasil não empatou com Héverton após levantamento de Simião.

Retorno
Com a piora do gramado, cada vez mais embarrado, o Brasil passou a ter um jogo mais direto e usar mais Wesley na disputada da primeira e segunda bola. Assim o centroavante cavou uma falta na entrada da área. Gegê acabou batendo em cima de Héverton posicionado junto à barreira adversária.

Sem muita consistência e visando a preservação física de alguns atletas, Maria, aos 16 minutos, desfez o 4-1-4-1 inicial e voltou ao 4-2-3-1 tradicional do Xavante após as entradas de Leite e Jarro. Tirou Simião e Jacone deixando Gegê como armador.

Gegê por dentro deu uma maior dinâmica ao time do Brasil. Diferente de Simião e Revson, que estavam jogando pelo setor, o camisa 10 conseguiu organizar a equipe e ditar o ritmo do Xavante. Porém, apesar do Brasil ocupar mais o campo ofensivo faltou achar espaço para finalizar e o Juventude conseguiu segurar a segunda vitória sob o comando de Pintado.

Ficha técnica

Brasil: Matheus Nogueira; Maicon Silva (Camilo), Lázaro, Héverton e Mateus Mendes;Revson (Ananias),
Simião (Jarro), Jacone (Leite) e Gegê; Poveda (Nathan) e Wesley. Técnico: Hemerson Maria

Juventude: Carné; Igor, Augusto (Genilson), Reynaldo e Borges; João Paulo, Marciel, Tarta (Bruno Camilo), Gabriel Terra (Bruno Nunes) e Dagoberto (Samuel Santos); Bruno Alves (Breno)
Técnico: Pintado.

 

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