Série B

Déjà vú na Baixada

Brasil volta a jogar mal no Bento Freitas, perde para o Criciúma e frustra o que poderia ser a vitória de número 200 de Rogério Zimmermann à frente do clube

11 de Junho de 2019 - 22h09 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Xavante perdeu pela terceira vez na Baixada (Foto: Jô Folha - DP)

Xavante perdeu pela terceira vez na Baixada (Foto: Jô Folha - DP)

Jatobá teve atuação regular e foi um dos únicos que se salvaram na Baixada (Foto: Jô Folha - DP)

Jatobá teve atuação regular e foi um dos únicos que se salvaram na Baixada (Foto: Jô Folha - DP)

Vitória de número 200 de Zimmermann no Brasil foi adiada  (Foto: Jô Folha - DP)

Vitória de número 200 de Zimmermann no Brasil foi adiada (Foto: Jô Folha - DP)

Déjà vu é uma expressão francesa que pode ser traduzida como "já visto". A sensação de já ter vivido aquele momento. E foi exatamente com esse sentimento que os pouco mais de três mil torcedores deixaram o Bento Freitas na noite desta terça (11). Após três vitórias seguidas, e duas boas atuações, o Xavante voltou a apresentar os erros que o levaram à sequência de quatro derrotas no começo da Série B. O Brasil acabou perdendo por 1 a 0 para o Criciúma, pela 8ª rodada da Série B, e voltou a se aproximar do Z-4. De quebra, frustrou o que seria uma marca histórica do técnico Rogério Zimmermann: conquistar 200 vitórias no comando rubro-negro.

O Brasil repetiu a falta de pontaria. Dos 16 chutes, apenas três foram no gol. A melhor finalização ocorreu aos seis minutos do primeiro tempo, quando Marcinho cruzou na cabeça de Murilo Rangel e o goleiro Luiz fez grande defesa. Rangel, aliás, voltou a repetir as más atuações do começo do campeonato. O meia não conseguiu ditar o ritmo da equipe, apareceu pouco e errou muitos passes. Deixou o gramado atuando 64 minutos, com apenas 12 passes certos. Quem melhor apareceu no setor de meio-campo foi Jatobá. Aos 19 minutos, o volante roubou a bola na intermediária e a finalização passou muito perto do gol do Criciúma.

A defesa, que não levou gol contra o Operário, voltou a falhar aos 24 minutos. Na bola lançada às costas de Ednei, Vinícius cruzou para trás, Gamalho deixou passar e Reis, completamente livre, dominou para deslocar Carlos Eduardo. O lateral direito do Brasil saiu no intervalo, após voltar a sentir o pé direito, para a entrada de Ricardo Luz. Assim, o Xavante começou o segundo tempo bem desconfigurado em relação ao time que conquistou as vitórias nas partidas anteriores.

Eram três mudanças. Sem Branquinho, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, Rogério optou por iniciar a partida com Baggio e colocou Rafael Grampola no lugar de Bruno Paulo. O Xavante perdeu força na hora de marcar a saída de bola do adversário e, principalmente, velocidade no ataque para furar a boa marcação do Criciúma. Nem Marcinho, destaque nos jogos anteriores, teve boa atuação. O meia poderia ter empatado aos 38, ao aproveitar falha do goleiro Luiz, mas quando tentou um chute da intermediária, a bola foi cortada por Frederico em cima da linha.

Para completar a noite frustrante no Bento Freitas, o próprio técnico Rogério Zimmermann acabou realizando uma alteração que não funcionou. Daniel Cruz cruz substituiu Murilo Rangel e Marcinho ficou como meia central. O Xavante que já tinha dificuldades de dominar o setor, ficou limitado às jogadas de Bruno Paulo - que substituiu Baggio. Tanto que a única finalização com perigo ocorreu aos 18 minutos, com Marcinho. O meia recebeu de Bruno Paulo na área, mas chutou torto.

Parada
O técnico Rogério Zimmermann avaliou a oscilação e a derrota como natural. "O primeiro tempo gostei, o time fez o que tinha que fazer. No segundo tempo, mais para o final do jogo, aí você fica ansioso para empatar e começa a ter espaço entre os setores. O Criciúma soube ter o controle da bola. O adversário criou e aproveitou. Nossa atuação ficou dentro da média, mas a média não foi suficiente para ter um ponto", disse. Por outro lado, o comandante comemorou a parada de 30 dias para a Copa América. O Xavante só volta a jogar dia 13 de julho, contra o Botafogo, em Ribeirão Preto. "Precisa parar, pois temos um grupo muito pequeno. Jogamos com pouco tempo de recuperação. É benéfico e depois por calendário os jogos vão ser próximos. Tem que fazer uma boa intertemporada", afirmou.

Ficha técnica; 
Brasil; Carlos Eduardo; Ednei (Ricardo Luz), Bruno Aguiar, Camilo e Sousa; Leite, Jatobá, Murilo Rangel
e Marcinho; Douglas Baggio (Bruno Paulo) e Rafael Grampola. Técnico: Rogério Zimmermann

Criciúma; Luiz; Marcos Vinícius, Federico, Derlan e Marlon; Liel, Eduardo, Wesley e Reis (Reinaldo); Léo Gamalho e Vinícius. Técnico: Gilson Kleina
Árbitro; José Cláudio Filho Roca


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