Série B

Como chega o Figueirense?

Adversário do Xavante sofre com surto de Covid-19 e pouco tempo para recuperar atletas

15 de Outubro de 2020 - 22h47 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Figueirense perdeu para o Sampaio Corrêa na última quarta-feira

Figueirense perdeu para o Sampaio Corrêa na última quarta-feira

A situação do Figueirense não é nada fácil na Série B. Além de estar na zona de rebaixamento com 14 pontos e na 18ª colocação, o Figueira sofre com um surto de Covid-19 no elenco e na comissão técnica. Na derrota diante do Sampaio Corrêa, nesta quarta-feira à tarde, a equipe catarinense não contou com 12 jogadores e cinco membros da comissão técnica, incluindo o técnico Elano.

Contra o Sampaio, ficou claro o prejuízo técnico do Figueira devido aos desfalques. O time se mostrou passivo, desorganizado na marcação e com muita dificuldade na hora de criar. A equipe tentou a manutenção do 4-2-3-1 utilizado por Elano durante as últimas rodadas, mas a falta de entrosamento fez o time buscar muitas ligações diretas para os pontas e o centroavante Alecsandro, que fez sua estreia com a camisa alvinegra.

Para piorar, os catarinenses jogaram no Maranhão na quarta-feira e amanhã entrarão em campo no Bento Freitas. Com uma longa viagem, mal terão tempo de descansar o restante dos atletas não infectados. O jogo acaba colocando um favoritismo muito amplo ao Brasil. Essa é uma precaução que o elenco do Xavante está atento para que a situação do adversário não provoque um relaxamento da equipe rubro-negra.

“A competição está muito parelha. Isso nos dá uma autoconfiança e também não nos deixa para baixo quando não vamos bem. Sabemos que temos que estar concentrados até o final para buscar a vitória”, analisou o atacante Luiz Henrique, escolhido para a entrevista coletiva.

Atletas com Covid-19; Alemão (zagueiro), Diego Gonçalves (atacante), Dudu (meia), Elacio (lateral-direito), Elano (treinador), Everton Galdino (meia), Heryck (volante), Marquinho (meia), Matheus Neris (volante), Paulo Ricardo (meia), Rodolfo Castro (goleiro), Vitor Caetano (goleiro) e cinco membros da comissão técnica (nomes não revelados).

Atletas com suspeita: Jonathan Silva (zagueiro) e Bruno Barbosa (atacante).

As ideias
O Figueira é um time muito irregular. Elano comandou os catarinenses em 11 partidas até aqui, sendo duas vitórias, quatro empates e cinco derrotas. Apesar dos resultados ruins, algumas ideias aparecem no trabalho do treinador. É um time que visa construir desde trás com os zagueiros e o goleiro - encontra dificuldade principalmente quando a bola precisa passar pelos volantes - e tenta ocupar o campo de maneira racional com pontas por dentro, laterais bem abertos e ofensivos.

Defensivamente, o modelo é ter encaixes curtos no setor. Fazendo uma marcação mais posicionada.

Ataque
Luiz Henrique tem participado de um revezamento da camisa 9 com Poveda e nos últimos jogos reassumiu a titularidade. A jovem promessa rubro-negra celebrou o bom momento no clube.

“Fico feliz pelo desempenho, por estar ajudando a equipe - tanto no ataque, quanto na defesa. Quem entra ou sai jogando tem que desempenhar o melhor, estou feliz pelo desempenho”, analisou.

Sabendo também que o Brasil precisa evoluir nas questões ofensivas, Luiz Henrique tem se cobrado bastante em tornar-se um centroavante mais “tradicional”. Apesar dele estar aparecendo bem nos espaços deixados nas costas dos volantes, o técnico Hemerson Maria tem trabalhado para que Luiz pise mais na área.

“Estou mais acostumado a explorar os espaços, não sou o jogador de choque. O Hemerson me cobra mais pisar dentro da área, eu me cobro isso de estar pisando mais dentro da área. Acredito que os trabalhos estão me dando maior potencial para isso”, finalizou.


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