Copa Seu Verardi

Com uma mão na taça

Em jogo de xadrez, Lobo é mais efetivo que o Zequinha, vence por 2 a 0 e fica mais perto do título da Copinha

17 de Novembro de 2019 - 20h48 Corrigir A + A -
Lobo saiu na frente em busca do título da Copinha  (Foto: Tales Leal/ECP)

Lobo saiu na frente em busca do título da Copinha (Foto: Tales Leal/ECP)

Em um jogo extremamente estudado, como no xadrez, o Pelotas bateu o São José por 2 a 0 na Boca do Lobo na partida de ida da final da Copa Seu Verardi. Com o resultado, o Lobo ficou a um empate de ficar com o título da competição, que será decidida no próximo sábado (23), às 15h, no estádio Passo D'Areia, em Porto Alegre. 

O jogo começou equilibrado na Boca do Lobo. O São José começou arriscando os primeiros golpes aos quatro minutos. Pela direita, Éverton Junior avançou e bateu rasteiro, procurando o canto esquerdo de Mateus Claus. Caprichosamente, a bola saiu pela linha de fundo.

A resposta áureo-cerúlea chegou aos cinco minutos, em subida do lateral esquerdo Busanello. Na linha de fundo, o jogador cruzou rasteiro para trás. Mateus Santana, embalado, chegou chutando de primeira, mas a bola subiu demais.

As equipes de Picoli e Rafael Jacques tentavam se neutralizar no meio-campo e, por isso, o jogo ficou bastante disputado no setor. O panorama mudou aos nove minutos quando Giovane Gomez recebeu dentro da área pela esquerda, limpou a marcação e bateu firme. No rebote de Fábio, Mateus Santana apareceu para estufar as redes: 1 a 0.

O gol marcado cedo alterou a estratégia do Pelotas em campo. Com as linhas de marcação mais baixas, o Lobo esperou o Zequinha tomar a iniciativa da partida. Bem postada, a defensiva áureo-cerúlea passou a controlar a partida desta maneira, dando a bola para   o adversário, mas sem conceder os espaços para que o mesmo criasse.

A estratégia deu certo até os 25 minutos, quando o Zequinha passou a ser perigoso no campo de ataque. Em avanço pelo meio, Crystopher arriscou e Mateus Claus precisou fazer grande defesa em seu canto baixo direito.

A partir daí, a pressão do São José começou a incomodar o time de Picoli. Aos 26 minutos, o atacante Luiz Eduardo cabeceou muito perto da trave esquerda de Mateus Claus, após cruzamento da direita nas costas de Busanello.

O Pelotas insistia em deixar o São José com a bola e as ameaças à meta de Mateus Claus passaram a ficar mais frequentes. Aos 38 minutos, Tcharles arriscou de muito longe e levou perigo com desvio na defesa. Na sequência, Éverton Júnior quase marcou de primeira dentro da pequena área, em lance de escanteio. Mesmo com as oportunidades, o Zequinha acabou indo para o vestiário atrás no placar.

Segunda etapa semelhante 

A segunda etapa começou repetindo o final da primeira. Em cima, o São José tentou desde o primeiro minuto chegar ao gol de empate. Com volume de jogo, os visitantes empurraram o Lobo para o seu campo de defesa.

Aos cinco minutos, Dudu Mandai avançou pelo lado esquerdo e bateu forte, cruzado, para boa defesa do goleiro  Mateus Claus. A pressão do Zequinha continuou sob uma constante e progressiva troca de passes, característica do time de Rafael Jacques.

Acuado, o Pelotas respondeu aos sete minutos. Em jogada pela direita, Juliano acionou Jean Malheiros que cruzou para Giovane Gomez, na marca do pênalti, cabecear muito perto da meta defendida por Fábio.

O São José permaneceu comandando as ações ofensivas, mas a falta de efetividade na hora de buscar o gol ficou evidente. E justamente quando era ameaçado, o Pelotas resolveu arriscar. Com nítido desgaste físico, Picoli sacou Vacaria e Jô da equipe para as entradas de Jean Roberto e Gabriel Soares.

As trocas do treinador áureo-cerúleo surtiram efeito rapidamente. Aos 14 minutos, Juliano fez jogada individual pela direita e cruzou na medida para Gabriel Soares, que havia acabado de entrar, aumentar o placar para os donos da casa: 2 a 0 e festa na Boca do Lobo.

O gol do Lobo tirou a intensidade do adversário. Na beira do gramado, o técnico Rafael Jacques gesticulou bastante para os seus jogadores e, irritado, promoveu algumas trocas em busca de maior fôlego ofensivo. Tcharles, Dudu Mandai e Éverton Júnior saíram para as entradas de Gustavo Xuxa, Silas e Thayllon.

Para evitar que as substituições do rival criassem algum problema no setor intermediário de defesa, Picoli promoveu a entrada do zagueiro Felipe Chaves na vaga do atacante Giovane Gomez. Com a alteração, Thiago Costa saiu do miolo da zaga e passou a ser o primeiro volante, recheando o meio-campo.

O relógio corria e o São José passou a errar passes na tentativa de acelerar o jogo e criar um fator surpresa contra a ajustada e segura defesa áureo-cerúlea, mas não conseguiu. A noite era mesmo do Pelotas que, mais efetivo, garantiu o resultado de 2 a 0 sobre o adversário.

Ficha técnica

Pelotas – Mateus Claus; Jean Malheiros (Vinicius Machado), Negretti, Thiago Costa e Busanello; Vacaria (Gabriel Soares), Mateus Santana, Wallacer, Jô (Jean Roberto) e Juliano (Bruno Ribeiro); Giovane Gomez (Felipe Chaves). Técnico: Picoli

São José – Fábio; Márcio, Goiano, Lucão e Marcelo (Marcel); Machado, Tcharles (Gustavo Xuxa), Crystopher, Dudu Mandai (Thayllon) e Everton Júnior (Silas); Luiz Eduardo. Técnico: Rafael Jacques

Árbitro: Roger Goulart

Local: Boca do Lobo


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