Futsal feminino

Classificada às semis do Gauchão, Malgi segue em crescimento

Projeto pelotense, completando dez anos, passa a ser beneficiado por programa do Ministério da Cidadania para captar recursos

22 de Outubro de 2021 - 09h23 Corrigir A + A -
Foto: João Antonio Ferreira - Malgi

Foto: João Antonio Ferreira - Malgi

Pouco a pouco, a Malgi vai alcançando seus objetivos em 2021. Dentro e fora das quadras, diga-se. Completando dez anos de história, o projeto pelotense de futsal feminino vive boa fase no Gauchão, competição na qual está classificado às semifinais. A principal meta para o ano, batida com sucesso, era justamente a reativação após a pausa forçada pela pandemia na temporada passada.

Depois, o foco passava à garantia de um lugar na fase eliminatória do Estadual. A excelente campanha na etapa de grupos, liderando a chave com folga, foi outra ótima notícia. Em oito jogos, o time conquistou 16 pontos e vai à semifinal. Nos próximos dois finais de semana, começando às 17h deste domingo (24), porém, a Malgi disputa a Taça Farroupilha contra a Celemaster, um título simbólico antes das partidas decisivas do Gauchão. No outro sábado ocorre a decisão em Uruguaiana.

São duas partidas entre os líderes dos grupos. Além do troféu, quem vencer encara na semifinal do Gauchão o time de pior índice técnico entre os integrantes das quartas de final: segundos e terceiros colocados das duas chaves (ACBF, de Carlos Barbosa, AFSJI, de São José do Inhacorá, ALAF, de Lajeado, e FTA, de Sapucaia do Sul).

Desafio importante para crescer

O coordenador e treinador da Malgi, Maurício Giusti, considera essencial o duelo diante da Celemaster, adversária que impôs as únicas derrotas da equipe pelotense na primeira fase. Ele enxerga a Taça Farroupilha como uma medida interessante da liga para estimular a competitividade e não deixar os times parados por duas semanas.

“Nossa equipe é muito mais jovem, tem menos rodagem em competições nacionais. Serve para entrarmos com menos nervosismo, encontrar aquele detalhe que faz a diferença nos grandes jogos. Duas partidas que vão coroar o público que consome futsal feminino no Estado”, afirma Maurício sobre os dois próximos confrontos antes das semifinais estaduais, marcadas para o início de novembro.

Competividade na veia

Antes de mais nada, a Malgi queria retornar às atividades. A paralisação de 2020 poderia causar um baque importante, mas os resultados mostram o contrário. Mesmo com um elenco reduzido de atletas - apenas dez além de duas da base -, a equipe bateu de frente com a ACBF, de Carlos Barbosa, por exemplo, a quem venceu uma vez e empatou outra.

“Foi legal de competir, contra equipes fortes. Deu a condição de a gente se condicionar fisicamente, de entender onde estávamos e aonde temos que ir”, avalia Giusti. Independentemente dos resultados do Gauchão, a Malgi seguirá em nível competitivo na sequência, pois em dezembro disputará etapa da Liga Nacional em São Paulo.

Benefício aprovado no Ministério da Cidadania

Fora das quadras, a Malgi conquistou uma grande vitória recentemente. Foi aprovado, no Ministério da Cidadania, o projeto para captação de recursos oriundos do Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas de todo o Brasil.

As novas receitas esperadas não são despesas para quem decide ajudar. A doação deduz parte da declaração do IR, e assim o montante permanece em Pelotas, auxiliando o desenvolvimento social de jovens que almejam mobilidade social a partir dos estudos e do futsal. Tudo para fortalecer o slogan que move a Malgi há uma década: janela de oportunidades.


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