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Cinco pelotenses passam a ser monitoradas pela Seleção de rugby

Atletas do Vem Ser Rugby integram lista de pré-convocadas na categoria juvenil

01 de Junho de 2020 - 08h31 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Projeto pelotense apresenta grandes resultados (Foto: Vinícius Guerreiro - Especial DP)

Projeto pelotense apresenta grandes resultados (Foto: Vinícius Guerreiro - Especial DP)

No esporte, principalmente no futebol, sempre ouvimos falar de trabalho a longo prazo. Porém, raramente os projetos são realmente pensados ou se mantém ativos pelo período planejado. Em Pelotas podemos afirmar que existe sim um trabalho a longo prazo e que começa a dar frutos. Neste sábado, o Vem Ser Rugby, projeto do Laboratório de Estudos em Esporte Coletivos (LEECol) da UFPel, recebeu a notícia que cinco atletas da equipe serão monitoradas de perto pela Confederação Brasileira de Rugby.

As cinco meninas entram em uma lista de pré-convocadas da Seleção Brasileira juvenil para as competições internacionais da categoria. As jogadoras do Vem Ser Rugby chamaram a atenção após o terceiro lugar conquistado no campeonato brasileiro em São Paulo, no ano passado. Além dos jogos no nacional, as atletas passaram por uma criteriosa avaliação de vídeo e o que chama maior atenção é que, mesmo elas tendo idade menor que o teto da categoria, foram selecionadas.

"Isso para nós é sensacional, pois a categoria é com meninas nascidas até 2002. Quatro das nossas atletas nasceram em 2004 e uma em 2003, então todas elas são mais jovens que a exigência da categoria. Isso significa que estamos trabalhando de forma adequada, de acordo como tudo tem que ser. É muito mérito da nossa comissão técnica, do planejamento e organização que tivemos", comemora o coordenador e técnico do Vem Ser Rugby, Eraldo Pinheiro.

O monitoramento das meninas valoriza um projeto totalmente estruturado. Eraldo enaltece a importância de integrar diversas áreas da ciência e como ela contribuí para a formação de atletas de alto rendimento.
"Uma questão bem importante é o atendimento multidimensional.

Temos nutrição, fisioterapia, psicologia e a educação física, toda essa visão bem holística. Desde a origem de buscar essas meninas com alto potencial motor nas escolas públicas, em parceria com a prefeitura, depois os treinos. O envolvimento dos pais também é fundamental, o suporte social é extremamente importante.

Além do vínculo do desenvolvimento acadêmico e envolvimento da universidade. Tentamos resolver os problemas do campo com a ciência, temos teses de mestrado e doutorados vinculados ao programa de longo prazo", destacou o professor.

Exemplo

O trabalho na Confederação Brasileira de Rugby pode ser considerado um exemplo a ser seguido por outros esportes. Eraldo faz parte do setor de desenvolvimento de atletas da entidade. A Confederação sincronizou o desenvolvimento desde as categorias infantis, escolares, bases e alto rendimento.

"Pensamos em longo prazo. Qual o tipo do atleta que queremos na seleção brasileira daqui alguns anos para disputar a Copa do Mundo de 2027, pro exemplo", conta Pinheiro.

Além do monitoramento, que é feito de perto em todas as categorias, a Confederação trabalha com o pilar de workshop para técnico e jogadores. São cerca de 200 treinadores debatendo o desenvolvimento do jogo de rugby e mil atletas participando dos encontros.

Da bola oval para a redonda

A UFPel possui diversas parcerias com clubes e instituições de Pelotas. No futsal trabalha com o Paulista desde 2019 e agora acertou com o clube Brilhante. No Esmeraldino irá trabalhar também com handebol e natação. Mas será no futebol de campo o projeto mais audacioso. O LEECol virou um parceiro das categorias de base do Brasil. O projeto de desenvolvimento de atletas de alto rendimento no longo prazo do rugby está sendo transportado para o futebol dentro do CFA Xavante.


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