Gauchão 2020

Chance para evoluir

Hemerson Maria terá jogo contra o São Luiz como oportunidade para ir aplicando suas ideias de jogo

29 de Julho de 2020 - 10h21 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Maria pode dar sequência na equipe que perdeu para o Juventude (Foto: Carlos Insaurriaga/GEB)

Maria pode dar sequência na equipe que perdeu para o Juventude (Foto: Carlos Insaurriaga/GEB)

Apesar da derrota para o Juventude no último domingo (26), o Brasil de Hemerson Maria apresentou algumas mudanças significativas em relação ao time que vinha atuando antes da paralisação do Campeonato Gaúcho devido à Covid-19. Nesta quarta o treinador terá, diante do São Luizm às 15h, na Arena Cruzeiro, a oportunidade de dar sequência ao modelo de jogo da equipe para a Série B do Brasileiro, que inicia no próximo dia 8 de agosto.

“Esperamos que amanhã (quarta-feira) possamos dar um passo um pouco maior do que demos no jogo domingo”, avalia o presidente Ricardo Fonseca.

Maria poderá realizar mudanças e observar atletas que trabalharam pouco neste período no Brasil, como Ananias e Sousa, que ficaram de fora de muitos treinos por causa da Covid-19. O primeiro acabou dando carona para o segundo, que teve o teste positivado. O técnico do Xavante também poderá dar continuidade para o jovem Jacone. A revelação da base do Rubro-negro foi a grande surpresa na primeira escalação do treinador, que justificou a escolha pela preferência de ter um volante área a área pelo lado direito.

Hemerson deverá levar em conta a questão física na hora de escalar a equipe. Com o pouco tempo de treinamento, um intervalo ainda curto entre os jogos e a Série B como prioridade, o treinador poderá poupar os mais desgastados para evitar lesões.

São Luiz

Comandado por Picoli, o São Luiz está invicto neste retorno ao vencer o São José e empatar com o Aimoré. O time de Ijuí briga por duas frentes: a primeira é escapar do Z-2, que - mesmo sem rebaixamento - fará as equipes receberem uma cota menor na próxima temporada; a segunda é buscar a classificação no grupo A.

Em campo o time de Picoli apresenta alguns padrões. Partindo do 4-4-2 em linha, o São Luiz tem em Jean Carlo a referência. O camisa 10 tem total liberdade para circular pelo campo, mas geralmente acaba caindo pelo lado direito. Canhoto, ele é o cara da bola parada da equipe de Ijuí.

O lado direito é o lado forte do Rubro. É por ali que acontecem as principais movimentações da equipe. Quando Jean abre para a direita, o ponta Jonathan cai para o meio para dar linha de passe aos volantes e zagueiros. O lateral direito Itaqui acaba variando entre atacar pelo corredor ou por dentro.

O centroavante Michel, ex-Brasil, também é peça chave. O São Luiz procura constantemente o camisa 9 para disputar a primeira bola pelo alto, ou fazer o pivô por baixo.

O presidente xavante classifica a partida desta quarta como complicada pelo contexto das duas equipes. “Será um jogo difícil. A própria equipe do São Luiz vem evoluindo e o Brasil está nesse período de mudança, com nova forma de trabalho”, afirmou.

Tabela

O Xavante tem os mesmos oito pontos do São Luiz, apesar de um jogo a menos, na briga contra o Z-2. Porém, o Rubro-negro está em 11º pelo número de gols feitos. Em termos de classificação, o Brasil precisaria de vitória diante do Rubro e depois no Bra-Pel, ainda sem data. Além disso, torce por uma derrota do Caxias para o Ypiranga e para que o Esportivo no máximo empate com o Juventude, já que soma apenas quatro pontos e é lanterna no grupo B.


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