Justiça

Caso Pará tem seu último capítulo

Após ser absolvido em primeira instância, Brasil volta a ser julgado no pleno do STJD em recurso do Londrina e também do lateral esquerdo

30 de Junho de 2020 - 09h48 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

No primeiro julgamento, o Brasil foi absolvido (Foto: Reprodução)

No primeiro julgamento, o Brasil foi absolvido (Foto: Reprodução)

No último dia 4 de junho o Brasil foi julgado pela Terceira Comissão Disciplinar do STJD por denúncia de atraso salarial do atleta Pará na Série B do Campeonato Brasileiro de 2019. Por maioria dos votos (4 a 1), os auditores votaram pela improcedência da denúncia e, consequentemente, pela absolvição do clube, entendendo que houve o pagamento e a comprovação nos autos. A decisão gerou recurso por parte do atleta e do Londrina, terceiro interessado. Assim, nesta terça-feira (30), o pleno do STJD analisará em última instância se mantém ou se reforma a decisão de primeiro grau.

O julgamento ocorrerá à tarde. O caso do Brasil será um dos diversos processos que serão julgados pela sessão que inicia às 14h, de maneira remota, pelo pleno do STJD. O advogado do Rubro-negro, Alexandre Borba, demonstra tranquilidade e acredita na repetição da absolvição.

“O lado positivo é que a Procuradoria não recorreu da decisão e esse ato passa a ser uma conduta que favorece o Brasil. Por outro lado, o Londrina recorreu e o próprio atleta, o que nos causou uma estranheza. Mas estamos otimistas. O clube já efetivou o pagamento ao atleta e a decisão de absolvição deverá ser mantida”, afirmou o advogado.

Borba mostrou-se surpreso com o recurso apresentado pelo advogado de Pará. O motivo é que na quitação das dívidas do Brasil junto ao jogador, ficou assinado um acordo que Pará não seguiria representando contra o clube no STJD.

“É uma surpresa da nossa parte, pois quando o clube e o atleta fizeram um acordo, o Brasil se obrigou a pagar uma série de valores e o Pará se manifestou no acordo informando que ele se eximia de qualquer conduta nesse processo”, relatou Borba.

Apesar do recurso por parte do atleta surpreender o advogado, Alexandre Borba não vê nenhum efeito diferente pela representação. “Quando os auditores forem revisar, vão ver que teve uma ampla definição em favor do Brasil”, finalizou.


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