Esquenta Bra-Pel

Bruno Coutinho: fim de jejum e um clássico marcante

Camisa 10 do Lobo fez história ao "acabar" com um Bra-Pel no Bento Freitas

05 de Abril de 2021 - 14h30 Corrigir A + A -
Coutinho marcou dois no 3 a 0 sobre o maior rival em 2013 na Baixada e encerrar período de quase dez anos sem vitórias do Pelotas em clássicos (Foto: Divulgação - DP)

Coutinho marcou dois no 3 a 0 sobre o maior rival em 2013 na Baixada e encerrar período de quase dez anos sem vitórias do Pelotas em clássicos (Foto: Divulgação - DP)

O Bra-Pel é mesmo imprevisível. Se nem a gangorra e nem os domínios determinam o resultado dos confrontos, não seria um tabu que determinaria. Por isso Bruno Coutinho é outro grande personagem da história do duelo. Em 2013, o jogador defendeu o Pelotas entre setembro e novembro. Foram apenas dois meses na Boca do Lobo, mas quatro clássicos disputados. E um deles, entrou para a história como um dos mais emblemáticos.

Naquela altura, Coutinho estava de malas prontas para embarcar rumo à China. O jogador aceitou o convite do Pelotas porque seu pai queria vê-lo atuar de perto, no estádio. “Eu vim de Porto Alegre sem saber se ficaria por aqui. A gente tinha que ganhar clássico, independente de um jogar a primeira ou a segunda. Achei que era mais um clássico como qualquer outro, mas vi que pela proporção que tinha, ninguém na elite do futebol brasileiro e ter tanta intensidade nas cobranças. As torcidas são fanáticas, sem essa de ser Grêmio ou Inter também, como é comum no interior. Marcou minha história”, comenta.

Naquele ano, o jejum áureo-cerúleo era de nove anos e onze meses sem vencer o Brasil. E ele foi quebrado, com direito ao título da Copa Sul-Fronteira no Bento Freitas, dois gols do camisa 10 e jogo encerrado aos 34 minutos do segundo tempo, após indignação e invasão da torcida xavante ao gramado. Na ocasião, um gesto e uma fala de Coutinho após o confronto ficaram eternizadas.

“Aquele final foi maluco. Foi muito arriscado, ainda tinha entre dez e 15 minutos de jogo, mas eu estava muito confiante. Tirar sarro do teu adversário e comemorar a vitória no estádio do rival é algo que todos querem fazer. Mas eu não pensei naquele gesto de acabou, simplesmente saiu, assim como a entrevista. O jogador é muito burocrático. Responde sempre da mesma maneira. Sempre quis fazer algo diferente. Gosto de expressar o que penso. Sem medo, até um pouco inconsequente. Eu expressei o que sentia no momento”, comenta Coutinho, na época desafeto declarado de Rogério Zimmermann, quem chamou de “babaca estrategista”.

Coutinho jogou ainda outros três clássicos, mas ficou marcado foi mesmo por este, dos 3 a 0. Ele disse que o estado do gramado Bento Freitas, que considerou excelente, beneficiou o estilo de jogo áureo-cerúleo naquele momento, que contava com Felipe Garcia em ótima fase - depois ele fez história no rival já no ano seguinte. Para Bruno, o momento do Pelotas agora é outro. “Na situação em que se encontra, a técnica vai por água a baixo. Tem que manter o clube na elite. Tem que ser muito homem e entrar em campo sem pensar em outra coisa, a não ser defender o clube”, finaliza.


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