Série B 2021

Brasil perde por 2 a 1 para o CRB em Maceió

Xavante sai perdendo na etapa inicial e busca empate, mas toma o segundo e volta sem pontos do Nordeste

22 de Junho de 2021 - 23h32 Corrigir A + A -
Fabrício voltou a formar dupla de ataque com Ramon (Foto: Francisco Cedrim - CRB)

Fabrício voltou a formar dupla de ataque com Ramon (Foto: Francisco Cedrim - CRB)

O Brasil perdeu por 2 a 1 para o CRB, na noite desta terça-feira (22), no estádio Rei Pelé, em Maceió, pela sexta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A equipe rubro-negra saiu atrás no primeiro tempo após pênalti cometido por Leandro Camilo e convertido por Diego Torres. Na etapa final, Romulo até igualou, mas um chute desviado de Erick deu a vitória aos alagoanos.

A derrota deixa o Xavante com cinco pontos na competição nacional, momentaneamente na 15ª posição, ainda fora da zona de rebaixamento. O encerramento da jornada ocorre nesta quarta, e o time pode perder mais lugares na tabela. Já o próximo compromisso está marcado para as 19h de sexta, contra a Ponte Preta, no Bento Freitas.

Desfalcado por várias peças ofensivas, como Gabriel Terra, Paulo Victor, Welinton Torrão e Júnior Viçosa, o Brasil jogou com um losango no meio, formação que não havia sido vista até o momento. Para a rodada que vem, Terra retorna, mas Bruno Matias fica de fora porque recebeu o terceiro cartão amarelo.

Dificuldade na criação e erro de Camilo

Diante dos desfalques para armar a equipe, a comissão técnica xavante optou por redesenhar o sistema tático no momento ofensivo. Com a bola, o Brasil apresentou um 4-4-2 em losango por dentro. À frente da trinca Romulo, Bruno Matias e Gabriel Pierini, jogou Lucas Santos. Adiantados, Ramon e Fabrício. Sem a posse, a recomposição ocorria em duas linhas de quatro, como de costume.

Para minimizar a ausência de extremas clássicos ao atacar, Tencati deu maior liberdade aos laterais Vidal e Artur. Em uma das chegadas, foi justamente Vidal quem dominou na área e bateu, mas a bola saiu alta demais. Na sequência, aos oito minutos, Fabrício arrancou pela direita e soltou uma bomba, por cima da meta de Diogo Silva.

Os donos da casa responderam buscando as costas de Artur em cruzamentos aéreos. Na primeira chegada alagoana, Reginaldo, lateral que atuou mais avançado, cabeceou sem força, nas mãos de Matheus Nogueira. Depois, Jean Patrick arriscou do meio da rua à direita. Em boa escapada de contragolpe, quando o cronômetro apontava 19 minutos, Bruno Matias tabelou com Lucas Santos e concluiu para defesa tranquila do goleiro.

Em um cenário de muitas perdas de posse, o CRB tentava concentrar suas ações na referência técnica, o meia Diego Torres. Aos 21, ele levou perigo ao Xavante em nova finalização de fora da área. Após conseguir uma boa transição, com 31 minutos de partida, Fabrício ganhou no corpo de Gum e tentou duas vezes. O rebote da primeira se ofereceu a Ramon, que parou em Diogo Silva. Mas Fabrício teve nova oportunidade e, mesmo assim, não conseguiu o gol – a rede só balançou pelo lado de fora.

O lance era tão cristalino que até o banco de reservas vermelho e preto comemorou. A chance quase se tornou ainda mais frustrante quando, em seguida, Diego Torres cobrou falta com maestria e acertou o travessão de Nogueira. Pouco depois, Leandro Camilo cometeu pênalti claro em Hyuri, dando uma tesoura dentro da área – o jogador do Galo sequer retornou para a etapa decisiva. Aos 41 minutos, Diego Torres deslocou o goleiro xavante e converteu: 1 a 0.

Empate, desempate e blitz final

Leandro Camilo sequer voltou para o segundo tempo. A comissão técnica rubro-negra parece ter identificado o que ficou claro: o amarelo foi barato pelo pênalti, e o zagueiro icônico acabou substituído por Heverton. O cenário do duelo, entretanto, continuou bastante parecido: o Brasil carecia de qualidade para somar passes por dentro e, assim, mal ameaçava um confortável CRB nos minutos iniciais.

Tentando subir a pressão na saída do Galo em determinados momentos, o time de Tencati não conseguiu o objetivo. Aliás, o contrário esteve mais perto de acontecer aos seis minutos, quando Ícaro deu passe curto a Heverton. A marcação de Reginaldo só não terminou em gol porque Matheus Nogueira saiu da meta e abafou.

Logo depois, o camisa 1 precisou trabalhar de novo. O ex-xavante Alisson Farias cortou para dentro e chutou colocado no alto para ótima intervenção do arqueiro. Parecia complicado imaginar o Brasil revertendo a situação negativa. Aos 17, porém, um escape até deu esperança. Não por acaso, os dois envolvidos eram os destaques da equipe no confronto: Romulo e Fabrício.

O volante protagonizou um excelente desarme no campo defensivo e acionou Fabrício em profundidade. Na tentativa do garoto, surgiu escanteio. A cobrança de Lucas Santos veio na primeira trave, onde Romulo desviou de cabeça. O goleiro pegou, mas a redonda voltou aos pés do camisa 5, que teve calma e categoria para fuzilar e deixar tudo igual no Rei Pelé: 1 a 1. A resposta alagoana não demorou, com Guilherme Romão aproveitando bate-rebate e mandando por cima do travessão.

Quando a partida entrava no quarto derradeiro, a chuva apertou em Maceió, agregando um novo elemento ao equilibrado embate. Os detalhes é que poderiam definir o placar: dito e feito. Aos 24 minutos, Erik chutou de fora e contou com desvio fatal na defesa, matando Matheus Nogueira: 2 a 1.

Veio então um pacote de mudanças na equipe. Saíram Fabrício, Vidal, e Romulo para os ingressos de Matheuzinho, Kevin e Thalys. A ideia era espetar Thalys e Kevin na amplitude, com três defensores na saída. Em uma chegada pela direita do lateral emprestado pelo América/MG, Lucas Santos subiu sozinho, mas não demonstrou o cacoete necessário. Na sequência, Ramon deixou escapulir bom passe na área.

A estratégia de atacar a área a partir de levantamentos quase gerou a igualdade aos 42 minutos. Artur lançou e Matheuzinho deu um toque acrobático, exigindo uma grande defesa de Diogo Silva. No mesmo lance, Ramon foi empurrado por Caetano na área, porém a arbitragem não assinalou penalidade.

Ficha técnica

CRB: Diogo Silva; Celsinho, Gum, Caetano e Guilherme Romão; Marthã (Claudinei), Jean Patrick (Carlos Jatobá), Reginaldo, Diego Torres (Renan Bressan) e Alisson Farias (Erik); Hyuri (Vitão). Técnico: Alan Aal.

Brasil: Matheus Nogueira; Vidal (Thalys), Ícaro, Leandro Camilo (Heverton) e Artur; Romulo (Kevin), Bruno Matias (Wesley), Gabriel Pierini e Lucas Santos; Fabrício (Matheuzinho) e Ramon. Técnico: Cláudio Tencati.

Arbitragem: Leonardo Sígari Zanon.

Cartões amarelos: Carlos Jatobá (CRB); Leandro Camilo e Bruno Matias (BRA).

Local: estádio Rei Pelé.


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