Rebaixamento?

Brasil perde para o Aimoré e segue na lanterna

Brasil volta a levar três no Bento Freitas, permanece na última colocação e demite o técnico Paulo Roberto Santos

11 de Fevereiro de 2019 - 08h51 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Aplaudido, Marcelo Pitol criticou a direção do Brasil após a partida  (Foto: Paulo Rossi - DP)

Aplaudido, Marcelo Pitol criticou a direção do Brasil após a partida (Foto: Paulo Rossi - DP)

Torcida protestou e mostrou indignação com o desempenho xavante no Bento Freitas (Foto: Paulo Rossi - DP)

Torcida protestou e mostrou indignação com o desempenho xavante no Bento Freitas (Foto: Paulo Rossi - DP)

Técnico Paulo Roberto é demitido. (Foto: Paulo Rossi - DP)

Técnico Paulo Roberto é demitido. (Foto: Paulo Rossi - DP)

Ao levar o primeiro gol de Gustavo Xuxa, aos 20 minutos do primeiro tempo, o Brasil, que até controlava as ações ofensivas, desmoronou. As outras duas vezes que o Índio Capilé balançou a rede foi de forma natural. O placar de 3 a 1 e a terceira derrota em seis jogos, a segunda na Baixada sofrendo três gols, mantendo o Brasil na lanterna do Gauchão, fizeram com que o técnico Paulo Roberto Santos fosse demitido. O diretor executivo de futebol, Carlos Kila, chegou a colocar o cargo à disposição e irá se reunir com Ricardo Fonseca. O presidente xavante convocou coletiva para as 10h desta segunda-feira (11).

Com apenas três pontos, o Brasil é lanterna do Campeonato Gaúcho a dois pontos do São Luiz, primeira equipe fora da zona de rebaixamento. O próximo adversário na competição será o líder Grêmio no Bento Freitas, no domingo, às 17h. Antes o rubro-negro enfrentará o Tubarão, quinta-feira, às 19h no estádio Domingos Silveira Gonzales, sob o comando do auxiliar permanente Gustavo Papa.

A demissão do técnico Paulo Roberto Santos ocorreu imediatamente após a derrota para o Aimoré. Pelo que Kila falou na coletiva pós-jogo, já que tanto o presidente Ricardo Fonseca, quanto o vice-presidente de futebol Giovane Alcantra não estavam no estádio, a decisão seria essa em caso de um novo fracasso em casa. “Nos acabamos de conversar com o Paulo. É inevitável a saída dele. Eu coloco meu cargo à disposição do Ricardinho. Temos um grupo que é para ser a terceira força do Estado e precisa render mais”, afirmou o dirigente.

Kila confirmou que Gustavo Papa assumirá de forma interina. O dirigente vê a partida contra o Tubarão pela Copa do Brasil como um provável divisor de águas. “Temos um jogo muito complicado contra o Tubarão. Vamos por o Papa como técnico interino. Viajamos na terça-feira e é um jogo muito importante por todos os aspectos. Para poder remobilizar esse grupo e vir de Santa Catarina classificado”, disse.

Sobre o perfil do novo técnico, Kila deu a entender que Papa pode ganhar sequência de trabalho. O treinador justificou a dificuldade de achar um nome no mercado neste momento e elogiou o auxiliar permanente. “Vejo Papa com esse perfil de Brasil pelo menos para esse momento de primeira fase de Estadual”, analisou.

A derrota
Paulo Roberto Santos surpreendeu ao colocar Daniel Cruz como centroavante no lugar de Michel. A ideia era dar maior mobilidade ofensiva. Inicialmente deu certo. Daniel Cruz caia para a direita e Branquinho tinha liberdade para circular pelo meio. O objetivo era abrir o corredor para Ricardo Luz apoiar. O Xavante, que controlava a posse de bola e trocava passes no campo adversário, chegou a finalizar com Diogo Oliveira aos 15 minutos. Porém, aos 20, uma falha de marcação do sistema defensivo fez Gustavo Xuxa ter liberdade para avançar em direção à área e chutar rasteiro para abrir o placar.

O gol fez o nervosismo rubro-negro aumentar. Erros de passes foram frequentes e em nova escapada de Xuxa o Aimoré ampliou. Aos 28 o meia bateu de longe e colocou a bola no ângulo de Carlos Eduardo. Imediatamente a torcida começou a protestar junto à tela da arquibancada da Juscelino. O bandeirinha solicitou policiamento e a partida acabou paralisada. No retorno o Brasil conseguiu criar na reta final. Aos 43 minutos, Diogo Oliveira arriscou e Pitol defendeu. Aos 47, Bruno Santos cruzou na cabeça de Daniel Cruz. O camisa 9 mandou para fora.

Só que no último lance da etapa inicial, o Xavante viu a lei do ex de perto. O meia Wagner desviou cruzamento rasteiro e decretou a derrota Xavante ainda na primeira metade do jogo.

Desespero
O técnico xavante fez duas trocas no intervalo. Sacou Daniel Cruz e Washington. Colocou Michel e Bruno Paulo. Diogo Oliveira acabou como segundo volante ao lado de Sousa. Na base da vontade, representada em campo pelo garoto Fabrício que estreou como profissional, o rubro-negro passou a pressionar o Índio Capilé. Foi aí que apareceu outro personagem da partida: Marcelo Pitol. O ex-goleiro do Brasil foi aplaudido antes da bola rolar pelo torcedor xavante. A reverência, e saudade, foi justificada na segunda etapa. Aos 5 o arqueiro evitou o gol de Michel. Defendeu um chute rasteiro forte do atacante rubro-negro. Não evitou o gol de Camilo aos 14 minutos após cobrança de escanteio de Diogo. Porém, segurou o resultado a partir deste momento. Aos 29 minutos, mais duas defesas. Primeiro em uma cabeçada que tirou com a ponta dos dedos e depois na boa finalização cruzada de Diogo Oliveira.

Pitol contou com a sorte ao ver Michel cabecear livre na pequena área e colocar a bola sobre o gol. Depois espalmou a última finalização do Brasil de entrar aos 39 minutos, quando Ricardo Luz mandou uma bomba da entrada da área. Na saída de campo o ex-arqueiro xavante voltou a ser homenageado pelo torcedor sob aplausos e fez um desabafo: “Torço para que o Brasil saia dessa situação, tenho muito respeito pelo clube e pela torcida. Mas saí daqui sem salário pago, como outros que saíram também, e eles (direção) falando muita coisa de mim. Hoje vim aqui e mostrei o meu valor. Um dia eu vou voltar”.


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