Copa do Brasil

Brasil larga em desvantagem

Brusque domina o rubro-negro e vence por 1 a 0 jogando no Bento Freitas

12 de Março de 2020 - 23h36 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Xavante foi totalmente dominado pelos catarinenses na partida desta quinta-feira (Foto: Jô Folha - DP)

Xavante foi totalmente dominado pelos catarinenses na partida desta quinta-feira (Foto: Jô Folha - DP)

Papa reconheceu que o Brasil não fez boa partida  (Foto: Jô Folha - DP)

Papa reconheceu que o Brasil não fez boa partida (Foto: Jô Folha - DP)

Brusque abriu o placar na reta final do primeiro tempo (Foto: Jô Folha - DP)

Brusque abriu o placar na reta final do primeiro tempo (Foto: Jô Folha - DP)

Ufa! Foi com este sentimento que o Brasil deixou o gramado do Bento Freitas na noite desta quinta-feira (12). A derrota por 1 a 0 para o Brusque saiu barata. O Xavante foi totalmente dominado pelos catarinenses que finalizaram 26 vezes, tiveram um jogador a mais e fizeram do goleiro Rafael Martins o melhor em campo. No fim, o rubro-negro ainda está vivo na briga pela vaga na quarta fase da Copa do Brasil. Uma vitória simples, na próxima quarta-feira, às 20h30min, no estádio Augusto Bauer, em Brusque, leva a decisão para os pênaltis.

"Claro que não fizemos bom jogo. Não conseguimos jogar e não conseguimos marcar. Foi muito abaixo. Dentro da situação do jogo, acredito que saímos vivos", analisou o técnico Gustavo Papa.

O treinador justificou a atuação rubro-negra como apática. Cobrou mais coragem dos jogadores na hora que a equipe tem a posse de bola, mas valorizou a entrega do time - mesmo com um a menos em quase todo o segundo tempo. "Não tínhamos opção de passe. Faltou movimentação, aparecer para a bola. Ter um pouco mais de coragem para jogar. Mesmo pressionado, dar o passe para os companheiros. Determinação nunca faltou. Não tenho nada para falar sobre isso. Hoje faltou aparecer para o jogo. Sair da marcação e deixar de ser tão previsível. Às vezes é dois passes para o lado e sair de trás do adversário, dar opção para o companheiro", disse o comandante rubro-negro.

Derrota
Foram 13 finalizações no primeiro tempo realizadas pelo Brusque. Cinco grandes defesas de Rafael Martins, que voltou a ser titular devido à lesão de Matheus Nogueira. A primeira grande chance foi criada logo aos 5 minutos, em um lance que se repetiria por toda a etapa inicial. Cristian perdeu para o marcador, Ednei e Leite mostraram lentidão na marcação, e Alex Sandro arranjou espaços com facilidade. O camisa 7 parou em Rafael. Depois, aos 9, 20, 22, 30, 37 os catarinenses criaram chances claríssimas. Até que, aos 44 minutos, o Xavante não resistiu. Lázaro saiu na marcação de Edu, abrindo um buraco na frente da área, Rodolfo Potiguar apareceu sozinho, já que Leite não acompanhou, e tocou para Alagoano marcar.

No retorno do vestiário, Papa sacou Cristian e colocou Nathan Cachorrão. Na primeira jogada do atacante, ele se livrou de Airton e cruzou na medida para Simião. O volante, livre na pequena área, acabou cabeceando em cima de Zé Carlos. Essa foi a chance mais clara do rubro-negro. O Brusque ficou com um a mais aos 12 minutos, quando Lázaro matou o contra-ataque e evitou o segundo gol. Os visitantes acertaram mais duas vezes a trave e o Xavante teve outra oportunidade com Camilo na bola a área.

Depois da derrota o foco é no Gauchão. Neste domingo, às 16h, o rubro-negro encara o Ypiranga, pela terceira rodada do segundo turno.

 Ficha técnica

Brasil: Rafael Martins; Ednei, Lázaro, Héverton e Bruno Santos; Leite, Revson, Simião (Juninho), Gegê (Camilo), Cristian (Nathan) e Wesley. Técnico: Papa

Brusque: Zé Carlos; Gustavo Henrique (Ruan), Ianson, Everton Alemão e Airton (Neguete); Rodolfo Potiguar, Zé Mateus, Alagoano, Alex Sandro e Marco Antônio (Dan Dan); Edu. Técnico: Jersinho.


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