Série B 2021

Brasil aproveita dias sem jogos para recuperação física do elenco

Em conversa com o DP, preparador físico Walter Grassmann enfatiza que quase todo o grupo está à disposição de Cléber Gaúcho. Time enfrenta o Goiás no sábado

15 de Setembro de 2021 - 19h36 Corrigir A + A -
Walter já havia trabalhado com Cléber Gaúcho quando o atual técnico xavante ainda era jogador (Foto: Carlos Insaurriaga/GEB)

Walter já havia trabalhado com Cléber Gaúcho quando o atual técnico xavante ainda era jogador (Foto: Carlos Insaurriaga/GEB)

Desde maio, quando começou a Série B do Brasileirão, o Brasil não ficava tantos dias sem entrar em campo para uma partida. Após o 1 a 1 com o Confiança, o time do técnico Cléber Gaúcho terá um total de 11 dias até o próximo compromisso pela competição nacional - contra o Goiás, neste sábado (18), às 19h. Apesar de não tão longo, o período é raríssimo no meio da temporada brasileira.

Em conversa com a reportagem do DP, o preparador físico rubro-negro, Walter Grassmann, abordou uma série de aspectos relevantes na atualidade do clube. O principal deles, claro, é justamente a parada, que permitiu a recuperação dos quase dez jogadores infectados pelo coronavírus.

“Foi extraordinária a parada, porque tínhamos alguns atletas com Covid, que precisaram ficar em casa. Eles retornaram a tempo de fazer um recondicionamento, e agora temos o grupo quase todo à disposição. Quem vinha jogando regularmente recebeu um foco maior na parte de força, e o Cléber conseguiu trabalhar mais os lados tático e técnico”, explica o profissional.

Contratado no início de abril, na reta final do Gauchão, Walter havia trabalhado com Cláudio Tencati e agora reencontra Cléber Gaúcho. Os dois se conheciam da época em que o ex-meia ainda era jogador, o que facilitou a adaptação no dia a dia na Baixada. “É um trabalho de intensidade, movimentação de todo o grupo, de estimular a percepção de espaços, de falar um pouco mais. Encaixou muito bem com o que o Tencati vinha fazendo”, diz o preparador.

Sequência pesada pela frente

A temporada do Brasil terminará em pouco mais de dois meses, precisamente no último final de semana de novembro. E até lá a equipe tem 15 jogos para tentar evitar o rebaixamento. A sequência será intensa, o que inclui a partida adiantada contra o CRB, na próxima terça-feira (21), às 19h, no Bento Freitas.

“Evidentemente teremos um período de jogos seguidos. Uma reta decisiva de campeonato. E isso envolve o emocional também. O grupo chega mais descansado e preparado”, avalia Grassmann.

Daqueles que testaram positivo para Covid-19, apenas Ícaro continua afastado. Ele retorna às atividades apenas no domingo, ao fim do prazo de dez dias após o exame que acusou a presença do vírus. Pelo pouco tempo de reintegração antes de enfrentar o CRB, o zagueiro deve seguir de fora.

Já sobre Caio Rangel, último reforço a estrear, Walter afirma que existe a possibilidade de atuação por cerca de 25 minutos. “É um atleta de beirada, de muita intensidade. O Cléber necessitou dele antes do período que havíamos estipulado, mas em paralelo continuou com o trabalho de fortalecimento, de ganho de força e velocidade”.

Exigências da “identidade”

Conforme mencionado pelo coordenador técnico xavante, Hélio Vieira, em entrevista ao Papo da Bola de segunda-feira (13), o Brasil inicia um projeto que prioriza o resgate da “identidade” do clube. Nas palavras do ex-zagueiro, jogo direto e marcação forte são imprescindíveis são elementos importantes para isso. O atual preparador físico acredita que, de fato, o Xavante é diferente nesse aspecto.

“Em 2019, aqui, disputei meu primeiro Gauchão e fiquei impressionado. Além da parte física, o Brasil tem uma torcida muito apaixonada, vibrante. O clube tem a necessidade de ser altamente competitivo. Força, potência. O atleta precisa ter isso embutido no DNA. Muitas vezes o jogador tem que passar por um período de adaptação”, diz.


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