Estrutura

As razões para o CT Xavante

Brasil tem área doada de 50 hectares na Zona Norte de Pelotas; projeto tem orçamento de R$ 4 milhões

12 de Abril de 2014 - 20h07 Corrigir A + A -

Por: Sérgio Cabral
cabral@diariopopular.com.br 

Imagem do projeto arquitetônico mostra o acesso ao refeitório e hotel do Centro de Treinamento que Associação União Xavante pretende construir

Imagem do projeto arquitetônico mostra o acesso ao refeitório e hotel do Centro de Treinamento que Associação União Xavante pretende construir

A vista aérea do CT (imagem de computador do projeto arquitetônico); local terá cinco campos suplementares

A vista aérea do CT (imagem de computador do projeto arquitetônico); local terá cinco campos suplementares

Quem vive o esporte e conhece a vida de um clube de futebol tem a noção da necessidade e da importância da construção de centro de treinamentos. Partindo deste principio, conselheiros do Grêmio Esportivo Brasil desafiam as dificuldades da região, do tempo, e a longo prazo querem a construção do CT Xavante na área de 50 hectares, situada na avenida Ildefonso Simões Lopes, de propriedade do patrono do clube, Érico Ribeiro.

Na década de 1990 também ocorreu uma aposta no Aldeia Xavante, mas não vingou, nos fundos da avenida Ferreira Viana, quando o sonho era de um clube social e esportivo.

Hoje, a história é outra, o pensamento está voltado para as necessidades de evolução e do crescimento do Xavante, com administração de pessoas ligadas ao clube e o projeto será realizado a longo prazo, de acordo com as arrecadações conquistadas através de investidores e apoiadores.

Para formatar a ideia e colocá-la em prática desde 2012 até hoje, há dois anos se iniciaram a limpeza do terreno e as obras prioritárias como drenagem, terraplanagem e a criação de açude com três milhões de litros de água.

Agora iniciará a montagem da rede elétrica. O investimento já atingiu o valor de R$ 200 mil, com o aluguel de equipamentos, além de apoios especiais de empresários que emprestaram tratores e máquinas pesadas cedidas ao União Xavante - além de doações e a realização de eventos para buscas alguns recursos. A área usada pelo União Xavante é de 20 hectares, com comodato de 60 anos - 30 anos, depois mais 30 anos. Só em gramados para a prática do futebol são 40 mil metros quadrados.

O valor total orçado para o empreendimento - quando finalizado - é de R$ 4 milhões. Na direção do projeto, conselheiros e empresários ligados ao clube, com autonomia para fazer andar o investimento que beneficiará o Brasil. Foi formada uma comissão de obras e atualmente a direção é do ex-presidente Hamilton Santos.

Arquitetura e Urbanismo
Na semana passada, a comissão da Associação União Xavante esteve no Diário Popular, ao lado da arquiteta Luísa de Azevedo Santos. Ela apresentou o projeto no Curso de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal - com acompanhamento da professora e orientadora Celina Britto Corrêa - e foi aprovado como Centro de Treinamento Índio Xavante.

De acordo com o plano apresentado, a prioridade é manter apoio às categorias de base e à formação de jogadores, além de todo o suporte para o Departamento Profissional. Estacionamentos amplos, alojamentos, banheiras especiais e modernas, refeitórios, casa dos atletas, arquibancadas, concentração do profissional. (veja na simulação das imagens com fotos).

“Ainda é muito cedo para qualquer projeção. Mas, pela área total do local, poderá ter vários empreendimentos junto ao CT Xavante”, acredita Paulo Moreira. Entre as apostas futuras mais um shopping, lojas, condomínios. “Nada podemos apostar hoje, mas tudo passa pela qualidade, por estacionamentos amplos, pelo estádio com acesso de qualidade. Vejamos a Arena do Grêmio e o novo Beira-Rio. Grandes eventos, público para tudo, com shows. Quem diria que em dois dias os torcedores pagariam de R$ 400,00 a R$ 600,00 para um evento no sábado e outro no domingo. Isso ocorreu no Beira-Rio, no sábado e no domingo passados”, destacou o presidente da Associação União Xavante.

O futuro da cidade
Ainda existe uma outra forte aposta da direção da Associação em relação ao crescimento da população da cidade, do clube, que já começa a planejar a campanha para os dez mil sócios. De acordo com o levantamento realizado, há tendência de que os investimentos futuros passem pela região do CT, na Boa Vista, zona norte da cidade, onde já existe o Parque Lobão, do Esporte Clube Pelotas, a Associação Pelotense de Automobilismo (APA) e vários condomínios. “Ninguém quer tirar a visão dos investimentos necessários para as reformas do estádio Bento Freitas. Ainda temos muitos problemas estruturais no nosso estádio, como estacionamento para grandes jogos e outros. A Baixada já está esclerosada e no futuro podemos ter um estádio, um grande estádio junto ao CT” diz Moreira.

Prioridade da União
“A Associação União Xavante veio para auxiliar o clube, junto com a campanha de sócios. Temos um CGC da Associação, cuidamos das cobranças da campanha de sócios, quando existiam outros problemas administrativos no Brasil e atuamos. Só vamos cuidar dos interesses do clube como um órgão auxiliar e administrar o empreendimento. Não podemos deixar de destacar o apoio do empresário, patrono, ex-presidente e grande benemérito do clube, o engenheiro Érico Ribeiro. Mais uma vez uma grande ação para o Brasil”, encerrou Paulo Moreira.

Penhora do local
O terreno, de propriedade do patrono do clube, Érico Ribeiro, foi emprestado ao Xavante em comodato de 30 anos, com mais 30 anos para uso. Hoje existe uma penhora da Fazenda Nacional, que está sendo negociada junto ao Fase. Nesta negociação houve o parcelamento até 2020, o prazo que encerra o compromisso de pagamentos da ação do mesmo terreno.

 


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