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Apesar de não ter planejamento, CBF garante a Série D

Secretário geral da Confederação, Walter Feldman afirmou que, neste momento, não há chance de cancelamento da competição

02 de Julho de 2020 - 18h34 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Feldman conversou com o repórter Marcelo Prestes na Rádio Universidade (Foto: AI - CBF)

Feldman conversou com o repórter Marcelo Prestes na Rádio Universidade (Foto: AI - CBF)

A CBF já estipulou o dia 9 de agosto como a data ideal para o começo das séries A e B do Brasileiro. Além disso, encaminha com os times da Série C a possibilidade de iniciar a competição no mesmo mês. A Série D, no entanto, está em modo de espera. Mesmo assim a Confederação garante que a competição será disputada.

“A Série D é um pouco mais complexa. Tudo que é feito para A, B e C tem uma diferença na D, que é a realização de jogos nos 27 estados, um deslocamento muito maior e mais complexo. Eu diria que estamos na fase de análise de A, B e C. A Série D levará mais tempo e ela teria uma necessidade de adaptação maior”, afirmou o secretário geral da CBF, Walter Feldman, em entrevista ao repórter Marcelo Prestes, na Rádio Universidade, nesta quinta-feira (2).

Questionado por Prestes se haveria a possibilidade de cancelamento da quarta divisão nacional, o secretário rechaçou a ideia. “Não existe hoje, nesse momento, nenhuma possibilidade de suspensão ou cancelamento de qualquer competição do calendário brasileiro. Nós gostaríamos de realizar o calendário completo, evidentemente. Os fatos novos vão determinar”, afirmou.

Dentro do calendário da CBF, os estaduais são as competições que correm realmente perigo. Feldman explicou que a necessidade de iniciar os nacionais da Série A e B no dia 9 de agosto é para dar tempo de concluir os torneios até fevereiro, não afetando ainda mais o calendário de 2021 e evitando a possibilidade das equipes atuarem com um intervalo menor do que 66 horas entre um jogo e outro.

Logística

Os nacionais começando no dia 9 de agosto iriam bater com a maioria dos estaduais. “Estadual é estratégico na concepção do futebol brasileiro. Mas temos que acertar com as federações para poder ajustar caso a caso. A realidade nacional é muito diferenciada e nós acreditamos que os estaduais precisam ser completados por terem consequência nas vagas da Série D e da Copa do Brasil”, disse Feldman na RU.

Sobre a possibilidade das equipes terem que mandar seus jogos em outros locais, caso a cidade de origem não possa receber as partidas, o secretário destacou que o planejamento é minimizar o máximo possível o deslocamento. “Deslocamento pequeno. Por exemplo, o Santos jogaria em São Paulo, são cidades próximas. Tudo é possível se houver um diálogo tranquilo e uma coalizão de interesses.”


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