Novela

Aluguel segue em pauta

FGF oferece R$ 600 mil à vista para o Pelotas alugar Boca do Lobo para o Brasil

16 de Janeiro de 2016 - 16h36 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Último jogo do Brasil na Boca do Lobo foi contra o Veranópolis, no Gauchão de 2015 (Foto: Divulgação - DP)

Último jogo do Brasil na Boca do Lobo foi contra o Veranópolis, no Gauchão de 2015 (Foto: Divulgação - DP)

O tema aluguel da Boca do Lobo voltou à pauta durante esta semana. O último capítulo se deu com a confirmação do presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Francisco Novelletto, de uma proposta, por parte da entidade, de R$ 600 mil à vista para o Pelotas. O Brasil pagaria essa quantia de forma parcelada à FGF. O Lobo, que pede um mínimo de R$ 35 mil por jogo segundo Novelletto, nega ter havido qualquer negociação.

O presidente da FGF foi claro: “A CBF e a Brigada não vão liberar o Bento Freitas ainda mais em obras”. Por isso, Novelletto está tentando intermediar um acordo entre xavantes e áureo-cerúleos. Entre diversas possibilidades há mais recente a surgir é um empréstimo por parte da entidade para que o Lobo receba R$ 600 mil a vista. O Brasil pagaria esse valor parcelado à entidade. No mínimo o rubro-negro atuaria 26 jogos no estádio durante a temporada 2016. Assim, a quantia a ser paga por partida giraria na casa dos R$ 23 mil. Segundo Novelletto, a pedida do Pelotas por partida é de R$ 35 mil. Porém, a direção áureo-cerúlea nega. “Não chegou nada concreto. É tudo especulação, foi só uma conversa em dezembro. Desde lá parou tudo. Não é nós que precisamos de estádio”, afirmou o presidente do Lobo, Flávio Gastaud.

Rio Grande
Novelletto também revelou que o São Paulo se atravessou nas negociações dos times pelotenses e ofereceu o estádio Aldo Dapuzzo por R$ 5 mil “Difícil sair acordo entre os dois (Brasil e Pelotas) já que apareceu o São Paulo agora”, afirmou o dirigente. Porém, em nenhum momento a direção xavante assinalou com a possibilidade de atuar uma temporada inteira fora da cidade.

Futebol
A direção de futebol, comissão técnica e jogadores fazem campanha forte para que os jogos sejam no estádio Bento Freitas. Os atletas, inclusive, afirmaram que receberam garantias do presidente Ricardo Fonseca que atuarão em casa. O vice-presidente de futebol, Fabrício Montanelli, é taxativo: “O que me importa é os três pontos, mesmo que eu saiba que o clube possa perder renda por jogar em uma Baixada com menos público”. O pensamento de Montanelli é o seguinte: é mais fácil superar os adversário mesmo que o Brasil atrase salário dos atletas, do que atuando sem a pressão do torcedor. Para o diretor, o grupo já deu garantias que, caso não recebam em dia, o rendimento não será prejudicado. Mas, reconhece que jogar boa parte da temporada fora, como no ano passado, e acabar conquistando grandes resultados, foi exceção.

Obras
A comissão de obras ainda não conseguiu liberação para iniciar a construção das novas arquibancadas. Há duas semanas a prefeitura pediu para que o rubro-negro arrumasse 22 itens no projeto. Até agora foram resolvidos 21. Está faltando regularizar a matrícula do estádio. Como o registro é muito antigo, 1939, o Brasil precisa atualizar as medidas e o desenho do terreno. A perspectiva é que fique pronto na próxima semana. Por outro lado, o projeto arquitetônico, estrutural, hidráulico, elétrico e o licenciamento ambiental estão concluídos. A comissão também já isolou toda a área da construção, a pedidos da Brigada Militar e dos Bombeiros, para que o estádio possa ser utilizado em partidas oficiais.


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