Série B

"Admiração e paixão é o que move o futebol", afirma Bolívar

Novo técnico Xavante, Bolívar promete o mesmo perfil que o consagrou como atleta: de liderança

10 de Julho de 2019 - 13h47 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Bolívar será apresentado na segunda-feira como técnico do Brasil

Bolívar será apresentado na segunda-feira como técnico do Brasil

A tribo Xavante terá o comando de um general. Bolívar, 38 anos, foi confirmado na manhã desta quarta-feira (10) como técnico do Brasil para substituir Rogério Zimmermann. Como um verdadeiro comandante, o novo treinador rubro-negro não se intimida com a responsabilidade que terá pela frente. Além de ter que manter o Brasil na Série B do Brasileiro em meio aos salários atrasados e sem investimento para reforços, terá o peso de assumir o lugar do maior ídolo da história recente do Brasil.

"Ídolo, o Rogério é sem dúvida quem conseguiu mudar a história do clube. É um trabalho reconhecido. Mas a nossa vida é feita de ciclo. Não encaro assim com responsabilidade de substituir um ídolo, é uma nova oportunidade. É um novo ciclo", afirmou Bolívar.

Atleta consagrado no Internacional, onde conquistou duas Libertadores inclusive marcando gol na final de 2010 contra o Chivas, e com passagens por Mônaco, Botafogo, Bolívar já vestiu a camisa rubro-negra em 2002. O então lateral direito foi trazido pelo técnico Mano Menezes, com quem havia trabalhado no Guarani de Venâncio Aires. Dessa passagem, e das partidas como adversário, que o novo técnico tira referências para liderar na casamata. "Lembrança muito bacana. Onde eu fui com o Mano Mezes. Lembrança muito positiva de amizade com quem vive no clube. Não tem como não citar o torcedor que é a bandeira. Algo que sempre admirei também jogando contra", disse.

Sobre o que o torcedor pode esperar de Bolíviar como treinador, que terá a quinta oportunidade nesta função após passar por União Rondonópolis, Barra de Santa Catarina, Novo Hamburgo e Cianorte, o técnico afirma que possui um perfil bem semelhante à época de atleta. "Admiração e paixão é o que move o futebol. Por esse torcedor que admirei quando ia contra. E feliz por poder estar do lado deles agora. Vão encontrar um cara com a liderança que sempre tive, algo que se carrega sempre, os jogadores vão criar esse perfil. Competitivo, que brigam todos os momentos e que casa com o estilo do Brasil", revelou.

Além do técnico, virão Patrício, ex-lateral direito do Grêmio, como auxiliar técnico e Jefferson Ramos como analista de desempenho. Rodrigo Heffner seguirá na comissão técnica, assim como Gustavo Papa e Cirilo. João Berchoner permanece como preparador físico. Bolívar chegará domingo a Pelotas e será apresentado na segunda-feira. No sábado, diante do Botafogo irá acompanhar a partida pela TV. Papa será o técnico interino.

Modelo
No Novo Hamburgo e no Cianorte, Bolíviar montou um time bastante competitivo na marcação e aplicado taticamente. Nas duas equipes atacava no 4-3-3 e variava a marcação no 4-1-4-1 e 4-4-2. Para o novo treinador, que vem acompanhando o Brasil desde o Gauchão e alguns jogos da Série B, a ideia é mexer o menos possível, neste início de trabalho, no que vinha sendo feito por Zimmermann. Importante é conhecer a característica dos atletas com bastante diálogo.

"Isso acaba colocando dentro de campo, características de atleta. Vários mudanças de sistema dentro de uma partida é possível sem mudança de peças. Depende muito do adversário. Uma equipe muito competitiva, agressiva na marcação. Nesse momento conversar bastante com os jogadores. Eles são os artistas que executam", finalizou.

 


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