Série B

A vez de Cirilo

Ídolo do clube, ex-zagueiro comandará pela primeira vez o Brasil da casamata às 19h15min contra o Vitória

30 de Outubro de 2020 - 11h17 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Cirilo terá cinco desfalques para o confronto contra o Vitória (Foto: Carlos Insaurriaga/GEB)

Cirilo terá cinco desfalques para o confronto contra o Vitória (Foto: Carlos Insaurriaga/GEB)

O Brasil terá na casamata um dos atletas mais vencedores com a camisa rubro-negra. No clube desde 2012, o ex-zagueiro Cirilo comandará pela primeira vez um time profissional como treinador. De maneira interina, ele estará à frente do Brasil, às 19h15min desta sexta-feira, contra o Vitória pela última rodada do primeiro turno da Série B do Brasileiro.

Como atleta do Xavante, Cirilo entrou em campo 201 vezes e marcou 12 gols. Uma história que passou por todos os acessos do clube até chegar à Série B. Pendurou as chuteiras em 2017 e desde lá vem trabalhando nas comissões técnicas do clube. Passou pela base, até virar auxiliar permanente do rubro-negro.

“Total confiança. Ele vem trabalhando conosco há bastante tempo e isso mostra o quanto importante é ter um treinador da casa, um auxiliar da casa, para esses momentos”, afirmou o presidente Ricardo Fonseca.
Em relação ao time titular que deverá entrar em campo nesta sexta-feira, Cirilo não deve promover mudanças radicais. O interino, porém, não poderá contar com Camilo e Pablo, lesionados, Rodrigo, Héverton e Sousa, suspensos.

A zaga deverá ser composta por Nuno e Luís Felipe. Felipe Albuquerque voltará à lateral direita. A principal dúvida é quem irá substituir Sousa. A tendência é que Cazonatti jogue ao lado de Bruno Matias. O capitão Leandro Leite ficou de fora da viagem para Salvador.

Técnico
Enquanto Cirilo organiza o time para o confronto de hoje, o presidente Ricardo Fonseca e o executivo de futebol Felipe Gil buscam um novo técnico. Ontem Cláudio Tencati confirmou que foi procurado pela direção do Xavante. Porém, o Brasil estaria também trabalhando com outras opções.

O nome de Tencati ganha mais força devido ao desejo de Ricardinho. Após a saída de Gustavo Papa, no início da pandemia, o treinador ex-Londrina esteve bem próximo de acertar com o rubro-negro, mas o Xavante acabou contratando Hemerson Maria.

“Treinador que conheça a competição. Que tenha um perfil do clube, que conheça os jogos do Brasil. É por ai que vamos atrás, procuramos um técnico que faça o fim dessa competição”, limitou-se a afirmar Fonseca.

Adversário
Eduardo Barroca é um técnico que gosta de jogar com a bola. Foi assim no começo com o Botafogo e no acesso a Série A do ano passado com o Atlético-GO. O Vitória demonstra as mesmas características e padrões, porém, ainda é um time que não conseguiu resultado - em quatro jogos foram dois empates e duas derrotas - com o treinador e possui dificuldades de produzir chances claras.

O Vitória atua no 4-1-4-1. A equipe tem uma característica de jogo apoiado e sempre buscando formar triângulos na região da bola. Os pontas acabam variando entre jogar pela ponta e por dentro, dependendo do posicionamento dos laterais. Há uma variação para o 3-4-3 em linha quando a equipe faz a saída de três com um volante recuando entre os zagueiros ou até mesmo um lateral.

Barroca terá dois reforços recém contratados à disposição. São eles Matheus Frizzo e Thiago Lopes. Por outro lado, o Vitória não terá os atacantes Alisson Farias, Ewandro e o meia Juninho Quixadá, que sentiram lesões musculares. O lateral-direito Leandro Silva, com queixas de dores no adutor da coxa direita, é mais um fora do jogo. Fernando Neto também segue em recuperação de lesão.

Por outro lado, Thiago Carleto retorna após cumprir suspensão no último jogo.

Nota
Através da assessoria de imprensa, o técnico Hemerson Maria lançou uma nota.

“Foi uma decisão muito difícil, mas sempre pensando no melhor para mim e para o Brasil. Só tenho que agradecer aos dirigentes, funcionários e torcedores, que me acolheram de uma forma sensacional desde a minha chegada. Acredito que vamos deixar um legado para o clube. Mostramos que é possível jogar de uma maneira diferente do qual o Brasil estava acostumado. Conquistamos vitórias importantes contra o Cruzeiro e Náutico, em Pelotas, e Botafogo/SP e Juventude, fora de casa. Espero ter deixado minha parcela de contribuição e, quem sabe, um dia possa voltar a trabalhar no clube. Me senti muito honrado de um dia poder ter feito parte da Aldeia Xavante. Sigo na torcida para que o clube continue trilhando seu caminho na Série B de uma forma tranquila”, admitiu o treinador.


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