Futebol

A prioridade é equilibrar os atletas

Pelotas inicia os treinos coletivos tentando dar um mínimo de padrão de jogo e evitar lesões

13 de Julho de 2020 - 20h13 Corrigir A + A -

Por: Vinícius Guerreiro
vinicius.guerreiro@diariopopular.com.br

Virtual: Alon respondeu às perguntas dos jornalistas enviadas por vídeos (Foto: Tales Leal/ECP)

Virtual: Alon respondeu às perguntas dos jornalistas enviadas por vídeos (Foto: Tales Leal/ECP)

A nova comissão técnica do Pelotas terá uma tarefa complicada até o clássico Bra-Pel, marcado para o dia 23 de julho. Precisará dar um mínimo de padrão de jogo para um time que treinou junto pela primeira vez nesta segunda-feira (13) na Boca do Lobo e, ao mesmo tempo, melhorar a parte física.

Em coletiva virtual, o preparador físico Alon Ritter lamentou o calendário e alertou que os atletas áureo-cerúleos se apresentaram, devido à longa parada sem atividades, muito longe do ideal.

“É um grupo novo. Eles se apresentaram bem distante do ideal, mas nesse nível conseguimos fazer alguns trabalhos um pouco mais intensos. Um nível um pouco inferior de força (comparado ao retorno de férias), principalmente os que vieram de base. Porém são atletas mais intensos que aceleram mais o jogo”, comentou Alon.

A prioridade será equilibrar a parte muscular e tentar, através de trabalhos técnicos e táticos, uma melhora técnica para não aumentar ainda mais o desgaste no clássico. Errar passes, por exemplo, faz o time correr mais. “Nesse período menor a gente vai tentar trabalhar equilibrando a parte muscular dos atletas. Os estudos mostram que a gente precisaria de pelo menos 14 dias para gerar a adaptação. Teremos 15 dias e não vamos ter uma melhora visível. Vamos ter que usar os jogos como uma parte do treinamento”, destacou o preparador do Lobo.

O trabalho é considerado de alto risco por Alon. O preparador afirma não ter margem para errar neste momento. “Não tem muita coisa para ser feita nesse período. Teremos que trabalhar para melhorar o atleta, sem poder errar a carga para não ter lesões. É um momento bem crítico de treinamentos, pois temos um espaço curto. Estarão longe do ideal na partida”, contou.

O Lobo ainda conta com uma desvantagem, na visão do preparador, em relação ao Xavante, que é ter montado um grupo totalmente novo. Alon destaca que o Brasil vem trabalhando, mesmo de maneira remota, a parte física há mais de 90 dias.

Exames

Nesta segunda o Pelotas trabalhou em dois turnos na Boca do Lobo. Assim como serão as atividades desta terça, quando o Áureo-cerúleo fará ainda a segunda bateria de testes para Covid-19.


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