Movimento

Volta dos clientes anima os donos de restaurantes

Estabelecimentos voltados ao almoço estão com movimento de clientes em torno de 60% e 70% do que era antes da pandemia da Covid-19

20 de Outubro de 2021 - 12h21 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Bufês. Refeições fora de casa passaram por mudanças de hábitos com a retomada das atividades cotidianas pelos consumidores (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Bufês. Refeições fora de casa passaram por mudanças de hábitos com a retomada das atividades cotidianas pelos consumidores (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Com um perfil diferente de negócio, os donos de restaurantes começam a contratar novos profissionais para atender à demanda, que cresceu neste último mês, conta o vice-presidente do Sindicato de Bares, Restaurantes e Similares de Pelotas, Marcelo Curi Hallal. Hoje, os restaurantes voltados ao almoço estão com movimento de clientes em torno de 60% e 70% do que era antes da pandemia da Covid-19. A preferência agora está voltada para o jantar, explica.

Depois das restrições impostas pela pandemia, o hábito de almoçar fora de casa ficou em segundo plano. “Esses clientes não estão voltando”, diz Hallal. E mesmo à noite, as regras de distanciamento e de ocupação em restaurantes ainda não favorecem o fluxo maior de clientes, como seria desejado para impulsionar a retomada das atividades. O Sindicato, no entanto, orienta que elas ainda sejam cumpridas neste momento.

Para atender à retomada do movimento nos restaurantes - e em toda área de gastronomia - as contratações estão sendo feitas, existindo mão de obra disponível, diz o vice-presidente. Para as vagas que ofereceu, foram entregues muitos currículos. “Pouca gente com experiência”, completa, lembrando que casas de eventos e bufês de festas ainda não voltaram. O setor foi um dos que mais precisou demitir.

Avaliando como o setor enfrentou a pandemia, Hallal diz que muitos fecharam as portas. “Muita gente parou”, recorda. Outros, no entanto, preferiram diminuir o número de lojas - de filiais - mantendo apenas a matriz, no caso de lancherias e doçarias também. Muitas estão sendo reabertas neste momento de retomada de movimento, com os clientes saindo mais de casa.

Uma tendência que Hallal conta é da reabertura com lojas menores, em áreas diferenciadas da cidade, distantes dos calçadões, já que o público-alvo também está procurando outros locais de consumo. Sobre o delivery, acredita que está regredindo, depois de ter sido boa alternativa para o setor. “Está representando bem menos no total do faturamento”, diz.


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