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Valor de produtos básicos aumenta no país

Brasileiros sentem o bolso pesar mais durante a pandemia, de acordo com levantamento da InfoPrice; arroz e feijão sofreram aumento em Pelotas

27 de Junho de 2020 - 21h39 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Dentre os quatro produtos enumerados, o feijão teve o maior reajuste desde o início da pandemia na cidade (Foto: Divulgação - DP)

Dentre os quatro produtos enumerados, o feijão teve o maior reajuste desde o início da pandemia na cidade (Foto: Divulgação - DP)

O arroz e o feijão, base da alimentação nacional, registraram alta variação de preços neste período de pandemia do novo coronavírus, pesando no bolso dos brasileiros de um modo geral. É o que aponta levantamento da empresa InfoPrice, focada em preços do varejo físico, realizado entre 10 de fevereiro e 4 de maio.

“Nosso objetivo era entender o quanto a pandemia estaria ou não impactando os preços dos principais produtos da cesta básica da população”, diz o cientista de dados da InfoPrice, Rodrigo Diana, ao avaliar os rejustes desses produtos e de diversos outros.

Arroz, feijão, leite, massas, enlatados e carnes bovinas, bases do consumo doméstico das famílias, foram os itens que tiveram seus preços analisados pela Infoprice. A pesquisa comparou a variação dos preços em 469 lojas físicas e outros 171.218 datapoints, que são pontos de vendas online cadastrados.

A Região Sul foi a em que o arroz alcançou a maior alta no período analisado, de 8,52%. Em segundo lugar, com maior avanço, está a região Nordeste, com 7,04%. No Sudeste, a variação foi de 4,55% e no Centro-Oeste, de 0,56%. A região Norte foi a única a apresentar alteração negativa, com recuo de 3,07%.

Para o feijão, a volatilidade observada é mais acentuada. O valor do grão saltou 18,61% no Sudeste, com variação similar no Nordeste (18,42%). Sul e Centro-Oeste também anotaram avanço, de 9,90% e 8,90%, respectivamente. Mais uma vez, a região Norte exibiu retração, de 11,79%.

O que diz o Procon de Pelotas

Por interesse do Diário Popular, o Procon de Pelotas foi conferir, através de suas planilhas mensais de custos médios do cesto básico, como foi a evolução de quatro dos produtos considerados indispensáveis para as famílias, principalmente as de menor poder aquisitivo. O Procon faz pesquisas nos supermercados da cidade. Confira:

O quilo do arroz teve aumento de R$ 3,13 do final de fevereiro para R$ 3,51 no final de maio, data da mais recente pesquisas de preços. Em maio, reajuste médio foi de 5,72%

O quilo do feijão passou de R$ 4,86 para R$ 6,46 na mesma comparação, com aumento de 14,95% em maio

O pacote de farinha, produto bastante procurado para o pão feito em casa, aumentou de R$ 3,19 para R$ 4,60, com reajuste de 7,41% em maio

O pacote de massa teve redução média de preço de R$ 2,97 para R$ 2,78, com queda de 1,09% em maio


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