Trabalho

Vagas temporárias de fim de ano caem pela metade

A estimativa é de oferta de 320 contratos neste ano, enquanto em 2019 eles chegaram a 687

28 de Novembro de 2020 - 16h12 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Expectativa. O lojista Gilberto Vargas projeta manter a média de contratações de funcionários para dezembro. (Foto: Jô Folha - DP)

Expectativa. O lojista Gilberto Vargas projeta manter a média de contratações de funcionários para dezembro. (Foto: Jô Folha - DP)

Levantamento feito pelo Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) de Pelotas mostra que as tradicionais vagas temporárias para as vendas de final do ano cairão pela metade em 2020. A estimativa é de oferta de 320 contratos temporários neste ano, enquanto em 2019 eles chegaram a 687, de acordo com o próprio Sindilojas.

Segundo o presidente Renzo Antonioli, algumas dessas contratações são feitas para reposição de funcionários. Depois de terem enxugado seus quadros em razão da crise trazida pela pandemia da Covid-19, alguns lojistas temem não ter pessoal suficiente para atender às vendas de Natal e Ano Novo.

Atreladas às contratações temporárias, que devem servir para substituir os empregados em férias no começo do ano, as efetivações também devem ser menores no começo de 2021. Projeções apontam para 5% - e não para os 15% que vinham ocorrendo em anos anteriores. Se o quadro da pandemia melhorar nos próximos meses, podem ser atingidos os 15%, diz Antonioli.

No levantamento, alguns lojistas disseram que não contratarão temporários no final de ano. São pequenos, com um, dois ou três empregados, já no limite do que podem pagar e que podem suprir uma demanda maior de vendas com esse quadro, explica o líder varejista.

A gerente da filial da rede de confecções, Gilvania Coelho, dentro das metas da empresa, já efetuou 14 contratações temporárias - a maioria começa a trabalhar no dia 1º de dezembro. “A gente pensando que vai melhorar”, diz. A loja está em Pelotas desde abril de 2019 e gera 27 empregos fixos.

Com quadro defasado de funcionários, o lojista Gilberto Vargas acredita que precisará contratar 40% de empregados temporários a mais que o total atual. Sua previsão de gerar mais 12 vagas temporárias no começo de dezembro.


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