Produção

Usina solar de solo gera economia para panificador

O resultado é uma economia de R$ 18 mil na conta de luz da Panificadora Molon

06 de Junho de 2019 - 10h29 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Solares. Placas de solo instaladas na propriedade rural do empresário. (Foto: Divulgação - DP)

Solares. Placas de solo instaladas na propriedade rural do empresário. (Foto: Divulgação - DP)

Instalada no mês de janeiro deste ano pela Elysia Energia Solar, empresa com matriz em Porto Alegre, a primeira usina fotovoltaica de solo de Pelotas funciona desde fevereiro, resultando em uma economia de R$ 18 mil na conta de luz da Panificadora Molon. Seu proprietário Francisco Molon conta que investiu no novo sistema, que utiliza placas solares, em busca de uma energia limpa, capaz de gerar economia para a empresa.

Entre fevereiro e abril, a usina produziu 21.000 kWh, capaz de abastecer 100% da demanda da panificadora, localizada na área central da cidade, e também da residência da família do empresário. Instalado em propriedade rural na Cascata, 5º Distrito de Pelotas, o sistema produz energia através de 284 placas solares.

Com a utilização da energia fotovoltaica, a panificadora reduziu em 95% os custos com a conta de luz, em um segmento que tem um custo muito alto de produção, segundo Molon, que investiu R$ 500 mil para a instalação do sistema, que estará pago em cinco anos, conforme conta. “Vai sobrar energia”, projeta o panificador, que não descarta a venda dela, futuramente.

A economia para a Molon no primeiro ano de funcionamento da usina solar é projetada pela Elysia em R$ 119 mil. A instalação em área mais afastada ocorreu pela falta de espaço físico junto à sede da panificadora, que gera 24 empregos diretos. As 284 placas solares ocupam área de 1,5 mil metros quadrados, com contribuição ambiental significativa, segundo a Elysia. No primeiro ano de uso solar pela empresa, mais de 70 mil quilos de C02 deixarão de ser emitidos na atmosfera.

“A panificadora Molon está dando um exemplo de conduta ambiental que terá um grande impacto comercial. Além de economizar de forma significativa na conta de luz, a empresa passa a ser referência em produção de energia limpa”, diz o sócio-diretor da Elysia, Luccas Priotto.

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, com dados obtidos até março, o Rio Grande do Sul aparece com uma potência instalada de 110,6 MW em geração distribuída, superado apenas por Minas Gerais, e representando 16,1% da potência instalada no Brasil em geração distribuída.


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