Reconhecimento

Uma trajetória atenta à satisfação do freguês

Um dos mais antigos garçons em atividade na cidade fez 55 anos de trabalho no restaurante Cruz de Malta, que completou 55 anos recentemente

06 de Agosto de 2022 - 14h02 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Garçom sempre na mesma empresa, Ney é um dos mais antigos na profissão (Foto: Divulgação - DP)

Garçom sempre na mesma empresa, Ney é um dos mais antigos na profissão (Foto: Divulgação - DP)

Agosto é um mês de comemoração para Waldeney Machado de Oliveira e também para o tradicional Restaurante Cruz de Malta, estabelecido na avenida Bento Gonçalves há 55 anos. Natural de Pedro Osório, Ney, como é conhecido pelos clientes do restaurante, trabalha há 45 anos no local e suas recordações são muitas, desde o tempo do primeiro patrão, Alfredo de Almeida, com quem trabalhou por apenas um ano.
Hoje aos 65 anos, Ney está aposentado, mas continua como garçom aos sábados e domingos, conta o atual proprietário do Cruz de Malta da Bento, Adriano Martin Funk, que homenageou o funcionário há dez anos, pela aposentadoria, invertendo os papéis: foi servida uma bacalhoada ao garçom, que viveu seu dia de cliente.
Depois, Ney trabalhou com o casal Nelson e Neiva Fehlberg, até que o empreendimento foi adquirido por Funk e a esposa Cacilda Bento. Do início, quando aceitou o convite de Almeida para uma experiência no restaurante, já se passaram 45 anos, lembra Ney, que sempre se dedicou a esta única profissão - “onde fiz mais que clientes, mas também amigos”, conta satisfeito. “Eu aprendi muito. Conheci muita gente”, diz.

Casado e pai de duas filhas, Ney explica que conquistou tudo com seu trabalho no restaurante. Do convite que recebeu para trabalhar em Maceió. Alagoas - “em dólares”, como conta - Ney abriu mão. “Gostei do convite, mas vou ficar onde estou”, disse o garçom na oportunidade, conforme relata. “Hoje, até pelo telefone, o cliente pede para ser atendido pelo Ney “, recorda Cacilda.

Restaurante mantém perfil
O Cruz de Malta da Bento, como é sempre citado, tem seu aniversário assinalado no dia 1º de agosto, lembra Cacilda. “Não tínhamos uma data certa. Sabíamos que era de 1967”, explica. Antes, era a Galeteria São Marcos. Fundado pelos portugueses Carioca e Chumbinho, conforme relata Cacilda, o restaurante foi inicialmente administrado por Almeida, até ser adquirido pelo casal Fehlberg.

Mantendo o cardápio à la carte, o atual proprietário considera uma vitória ter sobrevivido aos reflexos negativos da pandemia da Covid-19. A alternativa foi a telentrega, explica. Hoje, está no processo de recuperação das atividades, após ter mantido a equipe de empregados e com salários em dia, embora tenha recorrido a apoio financeiro do governo federal.


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