Bandeira preta

Uma Páscoa encolhida

As vendas estão bem abaixo do ano passado, segundo resultado do levantamento feito pelo Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) de Pelotas junto aos associados

01 de Abril de 2021 - 12h53 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Procura. Assim como nas lojas de chocolates, as que vendem produtos voltados à Páscoa também estão com resultados fracos (Foto: Divulgação - DP)

Procura. Assim como nas lojas de chocolates, as que vendem produtos voltados à Páscoa também estão com resultados fracos (Foto: Divulgação - DP)

Sem dúvidas, esta será uma Páscoa com as marcas mais fortes da Covid-19. As vendas estão bem abaixo do ano passado, segundo resultado do levantamento feito pelo Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) de Pelotas junto aos associados.

A queda é de 18,4% sobre o ano passado, que já tinha sido de 30% a 40% abaixo das vendas da Páscoa de 2019. Se não fossem comparadas a ele, não estaria tão ruim, avalia o presidente, que aguardava o decreto que permita às lojas abrirem no sábado.

Sobre o tíquete médio, o levantamento mostrou que estava, até ontem, em R$ 117,00 - o que não é considerado muito alto, em razão dos preços dos ovos de chocolate oferecidos aos consumidores, lembra Antonioli.
Fora do mercado específico de chocolates, as vendas de produtos relacionados à Páscoa também estão muito abaixo da expectativa. Segundo a vendedora Caroline Rodrigues, os clientes estão com medo de ir às compras - mas não só de sair de casa, como também de gastar.

“A gente estava esperando mais”, conta Caroline, lembrando que no ano passado as vendas estavam bem melhores, embora bastante restritas já em razão da Covid-19. “Na véspera, foram muito boas”, recorda a vendedora.

Na loja, para aumentar as vendas, uma promoção busca atrair os clientes, com descontos de 40%. Mas as vendas mesmo são de produtos mais baratos, com preços entre R$ 50,00 e R$ 60,00, diz.

Nos supermercados, a situação não é muito diferente. Adequada ao novo momento de vendas, as compras para o estoque de Páscoa ficaram pela metade, explica o gerente regional Manoel Savedra.

“Não compramos tanto, dentro de uma expectativa realista”, diz Savedra. Esta expectativa está muito voltada para o funcionamento dos supermercados no sábado - a mesma que mantém os lojistas.

Negociações continuavam

Quarta-feira (31) à tarde, a Prefeitura de Pelotas ainda analisava a possibilidade de flexibilização das atividades no sábado na cidade. A proposta era avaliada junto ao Comitê de Enfrentamento à Pandemia, considerando as determinações do Governo do Estado.

Novo decreto deve ser editado nesta quinta, dentro das expectativas dos comerciantes. Na sexta-feira, feriado da Sexta-Feira Santa, e no Domingo de Páscoa, as atividades estarão paradas. Ainda em bandeira preta, Pelotas ficaria em lockdown da noite de quinta até a manhã de segunda-feira.


Comentários


REDES SOCIAIS

Diário Popular - Todos os direitos reservados