Produção

Sondagem industrial mostra recuo na produção

De acordo com o presidente da Fiergs, queda foi menor que o esperado para o período

28 de Janeiro de 2022 - 10h27 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Gilberto Petry é o presidente da Fiergs. (Foto: Divulgação - DP)

Gilberto Petry é o presidente da Fiergs. (Foto: Divulgação - DP)

A Sondagem Industrial gaúcha, divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), mostrou que a produção industrial gaúcha caiu de novembro para dezembro de 2021, registrando 42,7 pontos no último mês do ano. A retração, considerada normal para o período, foi a segunda no ano e a terceira em 19 meses, interrompendo sete meses seguidos de alta, mas foi menos intensa que a esperada (média histórica do mês de 39,5 pontos).

O emprego, mais uma vez, contrariou a sazonalidade negativa e cresceu pelo 18º mês consecutivo, mas no menor ritmo desse período. O índice registrou 50,7 pontos em dezembro. Já a utilização da capacidade instalada (UCI) também caiu (70% contra 75% em novembro), mas ficou 2,1% acima da média histórica de dezembro.

“A queda na produção, natural para o período, foi menor que a esperada, apesar das incertezas. A sequência do crescimento no emprego também mostra que a perspectiva é de aquecimento da economia”, afirma o presidente da Fiergs, Gilberto Petry. Os índices da Sondagem variam de zero a 100 pontos, e acima de 50 denotam crescimento ante o mês anterior.  A UCI em relação à usual fechou dezembro em 46,3 pontos, abaixo do nível frequente.

Dezembro foi o terceiro mês seguido em que a indústria gaúcha acumulou estoque comparado ao planejado, chegando a 51,6 pontos, ultrapassando o nível esperado pelas empresas (50 pontos). O excesso de estoques nos últimos meses pode indicar menos restrições nas cadeias de suprimentos, mas também demanda menor da prevista pelas empresas, o que seria uma sinalização negativa para a produção industrial futura.

Último trimestre

Os principais problemas enfrentados pela indústria gaúcha no último trimestre de 2021 continuaram os mesmos do anterior. A falta ou alto custo da matéria-prima continuou sendo, de longe, o maior obstáculo enfrentado, completando o sexto trimestre seguido no topo do ranking. O problema, porém, vem diminuindo lentamente.


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