Consumidores

Sem práticas abusivas, é feito repasse de custos

Procon de Pelotas constatou não serem abusivos os aumentos de preços praticados atualmente pelos supermercados

04 de Dezembro de 2020 - 12h50 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Preços. Consumidores reclamam, mas notas fiscais mostram que produtos já chegaram mais caros às prateleiras. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Preços. Consumidores reclamam, mas notas fiscais mostram que produtos já chegaram mais caros às prateleiras. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Os consumidores reclamam e têm razão ao conferir os gastos mensais nos caixas dos supermercados. No entanto, trabalho feito pelo Procon de Pelotas junto às diferentes redes, a partir da solicitação das notas fiscais de compras geradas pelos fornecedores, constatou não serem abusivos os aumentos de preços praticados atualmente pelos supermercados.

O coordenador do Procon local, Nélson Soares, explica que as notas apresentadas pelos supermercadistas mostraram que houve realmente um repasse de custos, o que ainda vem ocorrendo em muitos produtos. Por sua vez, os fornecedores alegam o aumento nos custos da produção ao reajustarem os preços.

Esse trabalho, segundo Soares, foi iniciado para atender às reclamações dos consumidores pelotenses e não parou. As notas fiscais dos fornecedores continuam sendo solicitadas aos supermercadistas, que reclamam, por sua vez, dos aumentos constantes dos produtos que chegam aos seus estabelecimentos.

Gerente regional de rede com filiais em Pelotas, Manoel Savedra conhece bem essa realidade. Alguns fabricantes fazem aumentos quase diários, explica. Para possíveis práticas abusivas pelo setor, o gerente diz não acreditar que ocorram, diante de um cliente que pesquisa mais os preços e corre atrás dos melhores.

Se praticar preços abusivos, qualquer rede de supermercados acaba perdendo o cliente para um dos concorrentes, concorda Savedra, avaliando o momento atual de consumo, em que fatores como entressafras e condições climáticas, como a atual estiagem gaúcha, influenciam o mercado.

Na hora da compra

Para os consumidores mais atentos, o coordenador do Procon dá a dica, que muitos já conhecem: usar o aplicativo Menor Preço na hora da compra.

Através dele, é possivel conferir os preços de determinado produto junto aos concorrentes. Depois de baixar o aplicativo, basta apontar o celular para o código de barras do produto ou pesquisar pelo seu nome. Esse aplicativo é obtido através do Programa Nota Fiscal Gaúcha (NFG), explica Soares.

O Menor Preço - Nota Gaúcha foi desenvolvido pela Receita Estadual do Rio Grande do Sul, integrado ao NFG, e permite ao usuário pesquisar o menor preço de determinado produto em mais de 300 mil estabelecimentos participantes do Programa, divulga o órgão estadual.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados