Crise

Muitas portas fechadas

Centenas de prédios comerciais estão desocupados em várias regiões de Pelotas

19 de Fevereiro de 2017 - 14h51 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Placas de aluguel ou venda de imóveis comerciais já fazem parte do cotidiano no centro da cidade e em várias regiões (Foto: Jerônimo Gonzalez - DP)

Placas de aluguel ou venda de imóveis comerciais já fazem parte do cotidiano no centro da cidade e em várias regiões (Foto: Jerônimo Gonzalez - DP)

Custos altos e vendas baixas são justiticativas suficientes para o fechamento de empresas pequenas e a desativação de filiais dentro de operações gaúchas e nacionais. Esta realidade que os pelotenses constatam não foge do contexto nacional, conforme estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC), que aponta o fechamento de 108,7 mil lojas no país em 2016, deixando 182 mil trabalhadores desempregados. Foi o pior ano da história do varejo brasileiro, com recordes em fechamento de empresas, demissões e retração nas vendas.

Analisando o quadro local, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas), Gilmar Bazanella, vê este quadro atrelado à queda das vendas dos últimos dois anos e do último Natal, sem que os custos fixos possam ser reduzidos, inclusive da carga tributária. Sem capital de giro, os lojistas não conseguem repor os estoques para novas vendas, explica Bazanella.

E os alugueis? Inevitavelmente, o custo de locação de um imóvel para o comércio precisa, hoje, passar por uma negociação, diante do quadro de baixas vendas. Os proprietários estão se adequando ao mercado e aceitando negociar com os inquilinos, sob pena de engrossarem a lista de imóveis vazios, diz o diretor do Sindicato da Habitação, André Petry.


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