Aluga-se

Mercado de aluguéis passa por período de adequação

Desocupação de muitos imóveis segue a tendência de mais conforto, mas também de redução de custos

14 de Janeiro de 2021 - 10h24 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Desocupação de imóveis na área central segue a tendência de atender a um mercado mais exigente (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Desocupação de imóveis na área central segue a tendência de atender a um mercado mais exigente (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Basta circular pela área central da cidade para ver vários cartazes anunciando imóveis comerciais desocupados para aluguel. Em uma mesma quadra, na rua 15 de Novembro, por exemplo, é possível observar três imóveis disponíveis para locação. Em ruas como a General Osório, a frequência é ainda maior.

Segundo o diretor do Secovi Zona Sul - Sindicato da Habitação, Rafael Morales, o momento atual é de readequação desse mercado, não apenas pelas dificuldades que muitas empresas enfrentaram ou ainda enfrentam, mas em busca de locais com melhor estacionamento e de maior conforto.

A questão do estacionamento é uma das principais da rua General Osório (e também da Marechal Deodoro), segundo reclamação dos comerciantes, com reflexo nas locações. A ela, junta-se o difícil acesso às lojas, em razão das delimitações feitas para o corredor de transporte coletivo.

Esses comerciantes, diz o presidente do Secovi Zona Sul, Sérgio Cogoy, migram para a zona norte da cidade - “onde o pessoal chega mais fácil e melhor. O cliente quer facilidade”. O mercado imobiliário passa por um momento de mudanças, como todos os outros, enfatiza Morales.

A desocupação de muitos imóveis segue essa tendência de mais conforto, mas também de redução de custos, como é o caso dos coworkings, que substituem escritórios tradicionais.

Outra tendência é a da migração para novos empreendimentos como o Moinhos Office e o Parque Una, que atraem os clientes com estacionamento fácil e maior gama de serviços à disposição.

Essa é uma migração que veio junto com o mercado residencial - de dez clientes, oito buscam condomínios, explica Morales, que avalia também os preços dos imóveis comerciais. Na área central da cidade, houve uma queda, em razão da maior oferta.

“Uma leve queda”, segundo o diretor do Secovi Zona Sul, que também confirma as negociações entre inquilinos e proprietários, que não tiveram reajustes nos mesmos índices do IGPM, usado como indexador para os aluguéis.

Esse é um mercado que começa a ser reaquecido, com uma melhora desde o mês de dezembro, diante da retomada dos negócios para os empresários, diz Morales, que estima que esse avanço continue pelos próximos meses, com o melhor desempenho da economia.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados