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Mais negócios com novos formatos na empresa

Padaria Pane Mio abre filiais com a ideia de atender a mudança de hábitos de compra dos consumidores

21 de Janeiro de 2021 - 09h16 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Novas filiais buscam estar mais próximas dos clientes, mas usando áreas menores  (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Novas filiais buscam estar mais próximas dos clientes, mas usando áreas menores (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Redução do tamanho da nova filial, com perfil compacto da sua área de vendas, é a nova aposta do empresário Jorge Almeida da Silva, que já havia investido em franquias da tradicional Pane Mio - a primeira na cidade de Jaguarão e a segunda em Pelotas, agora no Recanto de Portugal, na avenida Adolfo Fetter.

O novo modelo de filial, explica Almeida, veio atender à mudança de hábitos de compra dos consumidores, trazida pela pandemia da Covid-19. “Os clientes não querem ir longe de casa”, conta o panificador, há 27 anos no mercado, estabelecido na rua General Osório, esquina com a Rafael Pinto Bandeira.

Na Fernando Osório, junto ao Posto Lagoa Sul, ao lado da concessionária da Toyota, a filial da Pane Mio foi montada em 50 metros quadrados, uma nova tendência de negócio para o ramo de panificação - com o mesmo perfil dos mercados de vizinhança, já firmados nas grandes cidades.

O mix de produtos é o mesmo da matriz da Pane Mio, mas o pão é todo fornecido por ela - “resfriado, e não congelado”, alerta Almeida. O produto sai pronto da matriz a cada manhã e é apenas acabado na filial, garantindo ao cliente o pão quentinho a partir das 7h.

Esse modelo de loja compacta é bem adequado aos novos condomínios que estão surgindo na cidade, reunindo áreas comerciais e residenciais, como são o Parque Una ou Bairro Quartier, exemplifica o empresário, que já iniciou negociações nesse sentido.

Almeida projeta para o futuro uma central de produção para atender a essas lojas que chama de compactas, mas que exigem um investimento alto, em razão dos equipamentos que devem ter. Para a da Fernando Osório, o panificador aponta um custo de R$ 200 mil para seu funcionamento.

Hoje, a matriz da Pane Mio ainda tem capacidade para atender três ou quatro dessas pequenas filiais compactas, o que deixa a central de produção como um plano para o futuro, explica Almeida.

Essa primeira filial compacta ganhou um perfil diferente da padaria tradicional, com uma cafeteria, para atender ao público formado também por funcionários de estabelecimentos comerciais daquela área, justifica.

O ano de 2020 não foi ruim para as padarias, que precisaram, no entanto, se adaptar aos clientes, que buscaram mais as tele-entregas e o atendimento personalizado. Para o paladar mais exigente dos clientes, criaram produtos diferenciados e em porções menores, completa.


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