Perspectiva

Investimentos imobiliários voltam a aquecer

Após um começo difícil na quarentena, mercado de imóveis inicia retomada nos investimentos

04 de Julho de 2020 - 12h30 Corrigir A + A -
Empresas chegaram a registrar retração de 70% em comparação ao ano passado (Foto: QZ7 Filmes - Especial - DP)

Empresas chegaram a registrar retração de 70% em comparação ao ano passado (Foto: QZ7 Filmes - Especial - DP)

O mercado imobiliário sofreu diferentes reflexos em decorrência da pandemia. Após uma primeira fase de compreensão do contexto, na qual alguns setores estruturais apresentaram dificuldades, o momento traz boas perspectivas às imobiliárias. Investimentos de compra e venda ganharam força nas últimas semanas, o formato virtual de apresentação dos imóveis também se intensificou. Já entre as preferências do pelotense, o destaque são as moradias com escritório.

No mercado dos imóveis, três fases distintas puderam ser sentidas durante a quarentena, aponta o presidente do Secovi, Sérgio Cogoy. Em um primeiro momento houve incertezas. A paralisação das atividades em virtude dos decretos de circulação aconteceu de forma inesperada por parte das empresas, que precisaram elaborar um plano de ação para o novo cenário. Depois de semanas de restrições, se iniciou um segundo ciclo, no qual foi possível observar os desdobramentos da pandemia e ter um entendimento melhor de como iriam funcionar as movimentações do mercado. A terceira fase, correspondente ao momento atual, é descrita como um período de reaquecimento do mercado, marcado pela retomada dos investimentos. “Estamos vivendo uma fase de retorno. A queda da taxa selic, a disponibilidade de créditos oportunizada pelo governo federal influenciou fortemente o mercado de compra e venda. Os investidores estão saindo de mercados que não estão tão atrativos e apostando nos imóveis pelo fator rentabilidade e pela solidez que este tipo de investimento proporciona”, explica Cogoy.

A primeira fase foi sentida na Requinte Negócios Imobiliários, principalmente no setor de locações. Os impactos econômicos da crise fizeram com que muitos dos clientes solicitassem renegociação, referente ao pagamento dos aluguéis em abril. A empresa não registrou inadimplência, justamente, em razão destes acordos. “20% dos contratos foram renegociados. Esse movimento de locação caiu 70% em relação ao ano passado, foi uma queda bem grande. Só nos procurou realmente quem tinha necessidade de trocar de casa e baixar custos”, afirma o gerente da Requinte, Vilmar Amaral.

Em outros municípios, uma tendência foi desenvolvida durante a pandemia. Os cidadãos passaram a priorizar apartamentos com sacada, casas mais amplas e arejadas e com pátio. Entretanto, no mercado imobiliário pelotense, esses reflexos não se fizeram presentes.”A gente viu que essa predileção aconteceu em outras cidades, mas até agora não se fez presente em Pelotas. A mudança por aqui ficou mesmo por moradias que possibilitassem o home office, casa com espaços para escritórios”, conta o presidente do Secovi.

“Embora o movimento esteja 60% menor em relação ao ano passado, houve um reaquecimento quando comparamos com o começo da pandemia. Essa crescente de maio foi de pessoas que procuravam valores reduzidos, mas não consideravam tanto locais arejados ou com sacadas, teve pouca influência”, destaca Amaral.

A retomada no mercado foi o que motivou o autônomo Edemar Xavier a realizar investimentos nesta área. Através das plataformas digitais, ele viabilizou a compra de um imóvel com o objetivo de obter um retorno a longo prazo. “As condições oferecidas eram muito boas. Os juros baixaram pela metade, o que dá uma margem para fazer este tipo de investimento. Neste contexto, vi uma boa oportunidade. Poucos investimentos poderiam me trazer tanto retorno, nenhuma outra aplicação financeira. A pandemia vai passar, esse momento difícil vai ter um fim e o mercado vai seguir crescendo”, explica Xavier.


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