País

Inflação recua para famílias de menor renda

Principal alívio para o segmento mais pobre da população foi a redução do preço de energia elétrica, que superou a alta do gás de cozinha

12 de Fevereiro de 2021 - 22h07 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Queda no custo da energia elétrica superou a alta do gás de cozinha para os mais pobres no mês de janeiro (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Queda no custo da energia elétrica superou a alta do gás de cozinha para os mais pobres no mês de janeiro (Foto: Carlos Queiroz - DP)

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou na sexta-feira (12) o Indicador de Inflação por Faixa de Renda de janeiro. A taxa de inflação para as famílias de renda mais baixa (com rendimento familiar mensal menor que R﹩ 1.650,50) apresentou um recuo de 1,58% em dezembro para 0,21% no primeiro mês de 2021. A análise revelou ainda que na faixa que representa as famílias de renda mais alta (com rendimento superior a R﹩ 16.509,66) a taxa de inflação passou de 1,05% para 0,29% no período.

Em janeiro, embora a pressão no preço dos alimentos ainda tenha sido registrada, esse impacto foi menor que em dezembro. Onze dos 16 itens que compõem o subgrupo de alimentação apresentaram desaceleração da inflação, com destaque para arroz (recuo de 3,84% para 0,24%), carnes (3,58% para -0,08%), frango (2,75% para -0,07%), leite (157% para -1,35%) e óleo de soja (4,99% para -1,08%). Porém, o principal alívio para o segmento de menor renda da população foi a queda dos preços de energia elétrica: a deflação de 5,6% das tarifas conseguiu anular as altas de aluguel (0,55%) e do gás de botijão (3,19%).

A energia elétrica não contribuiu tanto para desacelerar a inflação na faixa de renda mais alta da população, pois o item tem peso menor na cesta de consumo dessas famílias. Ao mesmo tempo, elas foram mais atingidas pelo aumento de 2,17% da gasolina. O impacto do grupo de transportes sobre essa faixa de renda só não foi maior graças à deflação das passagens aéreas (-19,9%) e dos transportes por aplicativo (-12,1%). Os reajustes de 0,66% dos planos de saúde e de outros serviços ajudaram a tornar a desaceleração inflacionária menos intensa.


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