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Indústria mantém tendência de retomada

Fiergs revela que os estoques nunca estiveram tão abaixo do esperado pelas empresas

07 de Janeiro de 2021 - 23h44 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

O presidente da Fiergs, Gilberto Petry, avalia dados do final de 2020 e traça perspectivas otimistas (Foto: Divulgação - DP)

O presidente da Fiergs, Gilberto Petry, avalia dados do final de 2020 e traça perspectivas otimistas (Foto: Divulgação - DP)

A Sondagem Industrial do Estado, divulgada nesta quinta-feira (7) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), revela que em novembro de 2020 o setor manteve a tendência de forte retomada da atividade e que os estoques nunca estiveram tão abaixo do esperado pelas empresas. “A produção começa a se ajustar depois de ser interrompida e também sofrer com a falta de insumos e matéria-prima. Mesmo tendo crescido, não impediu uma queda recorde nos estoques das empresas”, diz o presidente Gilberto Petry.

Os resultados da pesquisa mostram isso. O indicador de produção recuou de 61,2 pontos em outubro para 56,1 em novembro, mas, ainda acima dos 50, mostrou crescimento em relação ao mês anterior. Essa foi a sexta alta consecutiva da produção, desempenho bem acima da estabilidade sugerida pela sazonalidade do período - a média histórica do mês é de 50,4 pontos. Os indicadores variam de zero a 100 pontos, com exceção da Utilização da Capacidade Instalada (UCI), que varia de 0 a 100%.

Já os estoques de produtos finais seguiram em declínio, ficando ainda mais abaixo do pretendido pelas empresas em novembro. O indicador de evolução em 42,9 pontos, tendo se mantido abaixo dos 50, confirma redução em relação a outubro, a sexta queda seguida e a mais intensa registrada. Com isso, o indicador em relação ao planejado, em 41,1 pontos, mostrou que os estoques nunca estiveram tão baixos. Além da forte demanda, o fenômeno é causado pela escassez de insumos e matérias-primas. “Resultados abaixo dos 50 pontos indicam estoques menores do que os planejados pelos empresários, o que, de qualquer forma, é uma boa notícia para a produção futura”, destaca Petry

Também, diferentemente do comportamento esperado pela sazonalidade negativa do mês (média de 48,3), o emprego registrou a quinta alta consecutiva em novembro, ainda que o indicador tenha recuado três pontos em relação a outubro, caindo para 54,8. 

A evolução da utilização da capacidade instalada não foi diferente, atingindo 76% no penúltimo mês de 2020 - redução de 1% ante outubro. Apesar disso, a UCI confirmou o aquecimento da atividade, pois, historicamente, a indústria gaúcha ocupa, em média, 69,6% da sua capacidade produtiva em novembro.

Expectativas

As expectativas para os próximos seis meses continuaram positivas, segundo a pesquisa realizada entre 1º e 11 de dezembro, com todos os indicadores além dos 50 pontos: demanda e compras de matérias-primas, ambas com 60,1, caíram pelo terceiro mês, mas seguem projetando crescimento. As perspectivas para o emprego, 56,7 pontos, e para as exportações, 58,2, ficaram um pouco mais otimistas.


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