Cancon

Indústria de conservas traz líderes da produção mundial

15ª edição da Conferência da Palavra sobre Frutas Processadas ocorrerá na cidade nos dias 5, 6 e 7 de outubro de 2020

15 de Setembro de 2019 - 12h32 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Diretoria e associados do Sindocopel com parceiros do evento.  (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Diretoria e associados do Sindocopel com parceiros do evento. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Grécia, Itália, Espanha, Argentina, Chile, Austrália, Estados Unidos, China e África do Sul serão os países representados, junto com o Brasil, através de indústrias e entidades de Pelotas, na 15ª edição da Conferência da Palavra sobre Frutas Processadas (Cancon), que ocorrerá na cidade, nos dias 5, 6 e 7 de outubro de 2020.

A Cancon, realizada no ano passado em Murcia, na Espanha, tem a proposta de discutir as questões dindústria de transformação de frutas de caroço de todo o mundo - em especial do pêssego. Evento itinerante, havia ocorrido em Mendoza, na Argentina, em 2016.

Em reunião no começo da noite de quinta-feira, na sede do Sindicato da Indústria de Doces e Conservas Alimentícias de Pelotas (Sindocopel), diretores e associados da entidade reuniram-se com representantes de entidades parceiras da organização do evento, para novas definições sobre o 15º Cancon.

O Brasil foi escolhido para ser sede desta edição ao final da anterior e o Rio Grande do Sul, especialmente Pelotas, para realizar o evento. A justificativa vem do fato de Pelotas ser o produtor de 100% do pêssego em calda do país, diz o presidente do Sindocopel, Paulo Crochemore. “Precisamos, agora, que o pêssego em calda seja uma marca de Pelotas”, defende Crochemore.

O grande desafio que será trazido para os debates da cadeia mundial da produção de pêssego em calda é o de aumentar o consumo - “não só no país”, alerta Crochemore. “Há quatro anos, vendiamos 60 milhões de latas no Brasil por ano. Agora, são 50 milhões”, explica o vice-presidente Paulo Silva. “É no mundo inteiro”, reitera.

No Brasil, a queda do consumo tem uma principal justificativa: o aumento do preço do produto nas prateleiras, em razão da quebra das safras, que coincidiu com a redução no poder aquisitivo médio de boa parte dos consumidores, como consequências da crise econômica.

Em defesa do maior consumo de pêssego em calda, diz Crochemore, “é um produto sem aditivo, com fruta, água e açúcar”, completa o presidente, que também explica: a embalagem tradicional dá a condição de trabalhar o produto sem conservantes, com três anos de prazo de validade.

Tendo como parceiros a prefeitura de Pelotas, a Embrapa, a Emater e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), o Sindocopel começa a definir a programação para os três dias de atividades, que começarão com a recepção aos participantes de outros países - de 80 a cem - e aos locais envolvidos com as discussões.

“É uma troca de experiências”, lembra Crochemore, reforçando o fato de a dificuldade de aumentar o consumo ser mundial. “É tudo semelhante”, diz, citando o consumo per capita brasileiro por ano, de um quarto de lata. Custos de açúcar e de mão de obra, grau de automação e condições climáticas são temas que precisam tratados na 15ª Cancon em Pelotas.

Com melhor maquinário, o objetivo é produzir mais em menor espaço de tempo, o que significa melhorar o rendimento - “produzir mais, com variedades mais rentáveis para os produtores e também para a indústria”, adianta o presidente. Da programação, farão parte várias visitas técnicas a pomares e indústrias.


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