Impasse

Indústria da confecção contrária à queda de taxa

Os representantes dos sindicatos do setor de todo o país estiveram reunidos em Brasília, tendo como tema central a redução da taxa de importação de 35%, em vigência desde 2007

07 de Fevereiro de 2020 - 13h40 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Participação. O presidente Delorges Duarte esteve em Brasilia e integra a mobilização nacional contra a redução. (Foto: Jô Folha - DP)

Participação. O presidente Delorges Duarte esteve em Brasilia e integra a mobilização nacional contra a redução. (Foto: Jô Folha - DP)

Liderados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), sindicatos de todo o país estão se manifestando contrários à queda da taxa de importação de produtos do ramo, de 35% para 16%, proposta pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), explica o presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário da Zona Sul (Sindvestsul), Delorges Duarte.

Em documento próprio, o Sindvestsul expressa sua oposição ao rebaixamento tarifária nos seguintes itens:

►Suéteres, pulôveres, cardigãs, coletes e artigos similares de malha de algodão e de malha de fibras sintéticas ou artificiais

►Outros sobretudos de fibras sintéticas ou artificiais de uso masculino ou feminino

De acordo com Duarte, os representantes dos sindicatos do setor de todo o país estiveram reunidos em Brasília durante três dias, tendo como tema central a redução da taxa de importação de 35%, em vigência desde 2007. “Essa redução vai levar a uma quebraria muito grande”, alerta o presidente do Sindvestsul.

O setor já enfrenta a concorrência de diversos países que mantêm uma carga tributária menor que a brasileira, completa Duarte, contando que foi pedido o apoio da Câmara Federal e do Senado para que a mudança não seja aprovada. Em 2019, um bilhão de peças de vestuário foram importadas pelo Brasil.

O próximo passo da articulação nacional será marcar uma audiência com o ministro da Economia, Paulo Guedes. “O que se está fazendo é uma pressão”, diz Duarte, citando a liderança do presidente da Abit, Fernando Pimentel, de São Paulo, que se mantém em contato permanente com senadores e deputados.

Na correspondência encaminhada ao secretário executivo da Camex, Carlos Roberto da Costa Filho, é reiterada a presença do setor de vestuário em todos os estados brasileiros, reunindo mais de 25 mil empresas e gerando 1,2 milhão de empregos. “O Brasil é um dos poucos países do Mundo que possui uma cadeia produtiva têxtil e de confecção integrada desde a matéria-prima até o produto final”, diz Duarte.

O Brasil tem o maior parque produtivo integrado do Hemisfério Ocidental e é o quarto maior produtor mundial do ramo. “Importante destacar que o país possui fabricação dos produtos objeto do pleito e temos conhecimento de que os demais membro do Mercosul também possuem estrutura produtiva desses itens de vestuário”, completa.


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