Estação

Hora de trocar a vitrine

A menos de um mês da entrada oficial do inverno no Hemisfério Sul, as temperaturas caíram, trazendo novas perspectivas de vendas para os comerciantes

26 de Maio de 2020 - 15h01 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Necessidade. Consumidores, neste momento, buscam agasalhos para enfrentar temperaturas mais baixas. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Necessidade. Consumidores, neste momento, buscam agasalhos para enfrentar temperaturas mais baixas. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

A menos de um mês da entrada oficial do inverno no Hemisfério Sul, as temperaturas caíram, trazendo novas perspectivas de vendas para os comerciantes, depois de um período de oscilações nos termômetros, que não estimulavam os consumidores a investirem nos agasalhos contra o frio, em um período de isolamento social no combate ao novo coronavírus.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) de Pelotas, Renzo Antonioli, lembra, no entanto, que os lojistas do ramo de confecções, que seriam os mais beneficiados com a chegada do frio, não estão com seus estoques completos para atender aos consumidores, que, por sua vez, ainda não estão movimentando o comércio.

Neste momento, os clientes procuram as lojas por necessidade ou atrás das novidades da estação. No entanto, os lojistas não estão bem abastecidos. “Tem apenas 30% do estoque de inverno”, explica Antonioli, fazendo uma comparação com os anos anteriores. Com os estabelecimentos fechados desde março, os lojistas não estão querendo receber novas mercadorias, justifica o presidente. “Vão tentar vender esses 30%”, diz.

Dificuldade de abastecimento inexiste. O que ocorre é os fabricantes querendo repassar as mercadorias para lojistas que não sabem se venderão. A expectativa é que a pandemia comece a ceder, voltando tudo ao normal, projeta Antolioli. “Qualquer venda é bem-vinda”, completa.

Sobre o movimento no comércio, o líder varejista conta que é muito específico: para pagamento de contas ou renegociação de dívidas. O que chamou a atenção de Antonioli foi a movimentação de clientes nas lojas de operadoras de celulares, onde o motivo eram as negociações, principalmente de planos. “Não eram compras”, alertou.

Experiência
Há 13 anos estabelecida no ramo de confecções femininas, Anabel Moretto vinha enfrentando as oscilações climáticas na hora de montar as vitrines da loja, para mostrar suas mercadorias às clientes.

Até o final da semana, oferecia a moda mesclada entre produtos de final de verão e início de meia-estação.

Sobre agasalhos mais pesados, Anabel confessa que ainda não tirou os seus próprios do guarda-roupas.

“As grandes lojas têm os produtos de inverno mais pesados. Eu consigo me enquadrar bem nas questões de clima. É mais fácil”, diz. Sobre preços, a maioria dos fornecedores manteve - apenas os importados não, pela elevação do dólar.


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