Mudanças

Habitação social precisa de um novo modelo

Segundo o presidente Fabrício Iribarrem, o país vive um novo modelo econômico, precisando a produção da habitação social buscar o seu caminho, longe dos subsídios

25 de Abril de 2019 - 14h03 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Construção. Sem recursos, o Minha Casa, Minha Vida pode ser substituído para garantir novas moradias populares. (Foto: Rafael Takaki)

Construção. Sem recursos, o Minha Casa, Minha Vida pode ser substituído para garantir novas moradias populares. (Foto: Rafael Takaki)

A partir da presença em Brasília de representantes do Sindicato da Indústria da Construção e Mobiliário (Sinduscon) de Pelotas e Região, tornou-se bem claro, segundo o presidente Fabrício Iribarrem, que o país vive um novo modelo econômico, precisando a produção da habitação social buscar o seu caminho, longe dos subsídios, exemplificou Iribarrem.

“Nós temos que pensar isso”, disse o presidente, após ouvir o relato dos diretores Pedro Leite e Ricardo Dias Michelon sobre as reuniões em Brasília. No entanto, alerta para a necessidade de uma transição entre o atual programa Minha Casa, Minha Vida e o novo modelo, sob pena de haver desemprego, falta de renda e quebra de pequenas empresas. Hoje, dos cinco mil empregos na construção em Pelotas, 70% estão voltados para a habitação social - mesmo percentual no país, alerta o construtor.

Em Brasília, os diretores do Sinduscon ouviram do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, que existem recursos para o Minha Casa, Minha Vida até junho. Neste contexto, Iribarrem defende novo modelo, buscando a entidade interlocutores junto à Caixa Econômica e ao próprio Ministério. “A gente quer ser protagonista”, diz o presidente, para produzir mais barato, mas com menos burocracia e menor tributação. “É viável. A gente consegue produzir mais barato”, diz. Em maio, Iribarrem participará de reunião em Brasília.


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