Agronegócio

Estado terá supersafra da noz-pecã

Produtividade de até quatro toneladas por hectares da Paralelo 30 será comemorada com evento técnico em Cachoeira do Sul

25 de Abril de 2019 - 15h05 Corrigir A + A -
 (Foto: Divulgação - DP)

(Foto: Divulgação - DP)

A colheita da noz-pecã no Rio Grande do Sul, maior produtor brasileiro da fruta, se iniciou neste mês e deve ser a maior de todos os tempos. Embora os órgãos do Estado ainda não tenham divulgado os volumes oficiais, muitos produtores não têm dúvida de que a safra 2018/19 será a melhor em produtividade de todos os tempos.

Em Cachoeira do Sul, os pomares da Paralelo 30 atingiram produtividade tão expressiva que os administradores da propriedade pretendem realizar uma colheita auditada para oficializar os resultados. A expectativa é de colher numa área de 80 hectares mais de 200 mil quilos de nozes. Isso representa uma média de três toneladas por hectare, com alguns talhões atingindo até quatro toneladas.

O engenheiro agrícola e administrador da Paralelo 30, Jorge Porto, destaca que a produtividade é a maior dos últimos dez anos. “Conseguimos atingir um grau de excelência muito grande em nossos pomares, igualando a produtividade dos principais países produtores. Utilizamos um maior número de plantas por hectare, genética adaptada à região e um manejo específico de condução, e o resultado foi excelente. Por isso, para comprovar esse desempenho, vamos convidar algumas entidades para realizar uma colheita auditada”, afirma.

A colheita será comemorada com a realização do Dia de Campo, evento técnico festivo, no próximo sábado, para compartilhar os resultados e levar informações técnicas sobre a evolução e as melhorias da cultura. Além de palestras, haverá estações técnicas para atender o público presente e realizar demonstrações de manejos e cuidados no cultivo da pecã. Os organizadores esperam reunir cerca de 350 produtores e interessados na noz-pecã, que poderão participar da colheita da fruta.

Rentabilidade
O investimento em fruticultura vem ganhando espaço no Brasil, com ênfase para frutas não tão convencionais, como é o caso da noz-pecã. Como grande produtor agrícola, o Rio Grande do Sul também encontra na pecanicultura alternativa para cultivar plantas que sejam menos atingidas pelas instabilidades climáticas. Os produtores convencionais, por exemplo, nem sempre conseguem manter uma média de rentabilidade num período de dez anos com essas culturas tradicionais, devido aos fatores de mercado ou climáticos.

De acordo com o engenheiro agrícola, Jorge Porto, a rentabilidade das culturas tradicionais, como a pecuária, por exemplo, gera um lucro líquido de aproximadamente R$ 600,00 a R$ 700,00 por hectare.
Além disso, o mercado, considerado promissor, aliado aos benefícios à saúde, à fácil adequação com outras culturas, como por exemplo, a ovinocultura, a bovinocultura, sombreamento de aviários e animais, e os preços esperados para comercialização da fruta, tornam atraentes o seu cultivo.

Programação do dia de campo
►8h30min - Regulação da dinâmica radicular. com o engenheiro agrônomo José Antônio Arias

►9h15min - Controle biológico de pragas e doenças, com a gestora em agronegócios Maiara Bertoldi

►10h - Experimentos de poda, com Jonas Hammann

►10h30min - Instituto Brasileiro de Pecanicultura, com a presença do presidente Carlos Scheibe

►10h45min - Alta produtividade em nozes, com engenheiro agrônomo Matias Boris Bianchini

►13h30min - Prática de colheita: classificação e secagem

Onde fica: A Paralelo 30 fica na RS-403, quilômetro 48, em Cachoeira do Sul. Telefone (51) 3722-7393


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