Reflexos

Elevação do dólar distante do café da manhã da maioria

Custos majorados estão sendo repassados a outros produtos, os chamados especiais, como são os pães com outros ingredientes agregados a suas receitas, os salgadinhos e as tortas comercializadas pelas padarias

23 de Janeiro de 2020 - 13h30 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Populares. O pãozinho de 50 gramas e o café consumido pela maioria tiveram apenas o repasse da inflação. (Foto: Jô Folha - DP)

Populares. O pãozinho de 50 gramas e o café consumido pela maioria tiveram apenas o repasse da inflação. (Foto: Jô Folha - DP)

Existe uma certa estabilidade nos preços dos produtos mais populares dentro de dois importantes segmentos de consumo, o dos pães e o do café, sem dúvida, a base da primeira refeição do dia para a maioria da população brasileira.

Embora a alta do dólar tenha influência nestes dois mercados, já que estão condicionados às regras de procura e oferta externas, o pão francês de 50 gramas, o popular cacetinho dos gaúchos, e o café adquirido nos supermercados sofreram apenas o reajuste da inflação, segundo os industriais destes ramos de negócios.

Custos majorados estão sendo repassados a outros produtos, os chamados especiais, como são os pães com outros ingredientes agregados a suas receitas, os salgadinhos e as tortas comercializadas pelas padarias. É uma forma de compensar a elevação do custo de produção dentro destes estabelecimentos, explica o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Panificação de Pelotas (Sindippel), Jorge Almeida da Silva.

Segundo Almeida, foi antecipada a compra de mais de seis toneladas de trigo da Argentina e outras cinco toneladas devem entrar no Sul do país ainda neste ano, garantindo um custo menor que do produto fornecido pelo Canadá, pelos Estados Unidos e pela Rússia, principalmente aos estados do Nordeste brasileiro.

Dentro deste mesmo mercado, o popular cacetinho continua à disposição dos consumidores em promoções, por exemplo, nos supermercados, a preço de R$ 5,00 o quilo, explica o industrial. Alguns ingredientes, como o açúcar, estão com preços estáveis nos últimos meses. Já nas gorduras vegetais, à base de soja, os reajustes chegaram a 10%, conta. São ingredientes indispensáveis ao setor, reconhece.

Inflação nos cafés populares
Vendidos nos supermercados, os chamados cafés populares também estão com preços estáveis, segundo o empresário Clóvis Hoffmann, que industrializa e comercializa o produto em versões especiais. Os populares acompanham a elevação da inflação, que ficou em torno dos 4,5% no último ano, com preços do quilo custando entre R$ 14,00 e R$ 18,00, diz Hoffmann.

Já os chamados cafés finos, presentes nas cafeterias, mas também moídos para serem consumidos em casa, custam até cinco vezes mais, com preços do quilo chegando a R$ 80,00. A qualidade é a mesma do produto comercializado em outros países, segundo alerta o industrial.


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