Pandemia

Dificuldades de reposição de estoques continuam

Entre os estabelecimentos entrevistados, apenas 12,5% apontaram aumento nas receitas na comparação com a média antes da crise causada pelo impacto da Covid-19

06 de Outubro de 2021 - 09h49 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Liderança. O presidente da Fecomércio gaúcha, Luiz Carlos Bohn, avalia o momento atual para o atacado. (Foto: Divulgação - DP)

Liderança. O presidente da Fecomércio gaúcha, Luiz Carlos Bohn, avalia o momento atual para o atacado. (Foto: Divulgação - DP)

A Federação do Comércio de Bens e Serviços (Fecomércio) gaúcha divulga a segunda rodada anual da Sondagem de Segmento Atacadista. Entre os estabelecimentos entrevistados, apenas 12,5% apontaram aumento nas receitas na comparação com a média antes da crise causada pelo impacto da Covid-19. 

No entanto, 55,8% afirmaram não terem implementado medidas que visassem diminuir ou evitar quedas de suas vendas no período. Entre os que implementaram alterações, os destaques foram para promoções (54,7%) e aumento da divulgação (32,9%). Entre os entrevistados, 27,8% afirmaram estar utilizando capital próprio para pagar contas da empresa, 19,2% tomaram empréstimos e 1,8% disseram que tentaram, mas não conseguiram acessar crédito.  

A pesquisa também apontou que as dificuldades de compor novos estoques ainda existem. Entre os entrevistados, 41,6% apontaram dificuldades pontuais com alguns fornecedores e centradas em alguns produtos, enquanto 17,4% disseram que as dificuldades são generalizadas. Sobre a variação de preços no período, 92,5% reportaram que houve aumentos, sendo que em mais de 50%, os repasses para o varejo foram apenas parciais ou até não ocorreram.  

“A expansão da vacinação tem permitido uma contínua flexibilização das atividades econômicas. Existe uma expectativa bastante positiva por parte dos empreendedores em geral, e no atacado não é diferente. No entanto, ainda enfrentamos desafios significativos. O aumento da inflação, especialmente para os produtores, tem se mostrado um limitador relevante para uma retomada mais pujante”, diz o presidente da entidade, Luiz Carlos Bohn.  


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