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Dicas para se organizar e escapar da inadimplência

Com a inflação acumulada, controle financeiro se torna essencial

03 de Agosto de 2022 - 14h03 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Monitorar ganhos e despesas é uma das saídas (Foto: Divulgação - DP)

Monitorar ganhos e despesas é uma das saídas (Foto: Divulgação - DP)

Com inflação acumulada de 11,89% nos últimos 12 meses e taxa de desemprego em 10,5%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o controle financeiro para o brasileiro, atualmente, é essencial. Quando inseridos neste cenário, com taxas de juros básicas de 13,25%, o consumidor precisa repensar seu consumo, ainda que básico, para não se endividar e acabar no vermelho.

“Os últimos movimentos na economia brasileira causaram uma corrosão no poder de compra do consumidor, principalmente na capacidade de honrar dívidas e na instabilidade das finanças pessoais”, diz Leonardo Grapeia, CEO da Focus, instituição especializada em crédito, financiamento e investimentos. Pensando nisso, para contribuir com a organização das finanças e apontar o melhor caminho para o consumidor diante deste cenário, Grapeia listou quatro dicas que podem fazer a diferença. Confira:

> Monitore ganhos e despesas - Para o planejamento das finanças pessoais, é essencial que entenda como funciona seu fluxo de caixa e como os recursos devem ser divididos. É importante que cada indivíduo se programe para entender quais são as receitas e as despesas e quais as melhores maneiras de manter o consumo em nível de estabilidade que possibilite acompanhar financeiramente. Quando essa organização é feita, seja por planilha ou em aplicativo, é possível que as despesas desnecessárias sejam identificadas e ter uma programação econômica melhor estruturada para as necessidades. Praticando esse tipo de atividade, é possível gerir os ganhos e as despesas de modo mais eficiente.

> Preste atenção nas taxas de juros - Devido à falta de educação financeira, as taxas de juros não são determinantes no processo de compra. Vale estar atento aos juros mensais e anuais do cheque especial e principalmente do cartão de crédito. É importante entender que esses valores podem alavancar em curto período de tempo, sendo essencial um planejamento bem feito para manter os custos dentro do planejado.

> Negocie suas dívidas - Nem sempre é possível estar livre das dívidas, mas entender seu tamanho e qual o melhor caminho para quitar determinado valor pode fazer a diferença em períodos como o atual. Caso tenha alguma dívida, é válido entender as condições de renegociação. Para chegar às melhores possibilidades, converse com o credor, corte despesas desnecessárias e realoque o valor em pequeno planejamento para finalizar a dívida.

> Mantenha reserva financeira emergencial - Realizar cálculos para organizar uma reserva financeira é essencial para garantir segurança e estabilidade. O ideal é conseguir guardar, no mínimo, 10% do salário líquido mensal para que, caso precise no futuro, não seja necessário recorrer ao cheque especial ou ao cartão de crédito.


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