Habitação

Déficit de moradias para faixa 1 chega a 15 mil em Pelotas

Segundo o secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Ubirajara Lopes, não há interesse de construir para esta faixa

05 de Setembro de 2019 - 15h28 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Habitação. Apartamentos não devem ser prioridade para famílias de menor renda no Minha Casa, Minha Vida. (Foto: Infocenter DP)

Habitação. Apartamentos não devem ser prioridade para famílias de menor renda no Minha Casa, Minha Vida. (Foto: Infocenter DP)

Após o anúncio da liberação de recursos para pagamento em atraso de obras da faixa 1 dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida, através da Portaria 229, do Ministério da Economia, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) passa a reivindicar também verbas para a contratação de novos empreendimentos, com o mesmo foco trabalhado para a liberação dos valores devidos.

Em Pelotas, não há nenhum empreendimento dentro da faixa 1, embora exista déficit de 15 mil unidades, explica o secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Ubirajara Lopes. Não há interesse de construir para esta faixa, diz, explicando que a prefeitura de Pelotas quer continuar a oferecer este tipo de moradia subsidiada para famílias de baixa renda.

“A gente tem interesse em casas”, conta Leal - e não em apartamentos, que exigem o pagamento de taxa de condomínio, onerando mais estas famílias, que já enfrentam dificuldades financeiras, lembra. Para viabilizar novos empreendimentos, a prefeitura lançará editais com a oferta de áreas para compra por construtores interessados em empreender para a faixa 1, na qual a prefeitura seleciona os beneficiados dentro do Minha Casa, Minha Vida e faz o trabalho social com os moradores.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção e Mobiliário (Sindiscon) de Pelotas e Região, Fabrício Iribarrem, confirma que não existem projetos encaminhados para aprovação pela Caixa Econômica Federal para a faixa 1. Algumas construtoras da cidade ainda trabalham com estes projetos em outras cidades da região. Segundo Iribarrem, no modelo atual, não há interesse das construtoras, pela diferença de custos e por novos riscos de demora em repasses.

Atrasos de pagamentos
Segundo a Cbic, a Portaria 229, publicada na segunda-feira, soluciona temporiamente o problema gerado pelo contingenciamento aos pagamentos de obras do Minha Casa, Minha Vida, cujos débitos de mais de 60 dias com as construtoras passavam na data de R$ 500 milhões, impactando mais de 600 empresas e 200 mil trabalhadores no país.

Por meio da Portaria 229, foram liberados R$ 600 milhões, através da ampliação de limites orçamentários de outros três ministérios, entre eles o de Desenvolvimento Regional. A medida, de acordo com a Cbic, dará fôlego às construtoras - muitas “sem recursos ou crédito”.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados