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Consumidores apostam no conforto nos dias frios

Temperaturas baixas ainda na próxima semana, junto com o Dia dos Pais, pode "aquecer" o comércio

30 de Julho de 2020 - 12h25 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Produtos para enfrentar os dias mais gelados estão entre os preferidos nesta época  (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Produtos para enfrentar os dias mais gelados estão entre os preferidos nesta época (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Depois das portas abertas, em bandeira laranja dentro do mapa de distanciamento social, o que os lojistas mais esperavam está acontecendo. A queda das temperaturas favorece as vendas, embora a época do mês não seja a melhor, dizem. A expectativa está voltada para a próxima semana, com o pagamento dos salários para a maioria dos trabalhadores.

Móveis e eletrodomésticos são os produtos mais procurados, conta a gerente Marília Bastos. Com a família em casa, os consumidores estão procurando mais conforto. Nos últimos dois meses, as vendas dos itens para casa cresceram 200%, em comparação com o período anterior ao da pandemia do Covid-19, afirma Marília.

Confecções, de um modo geral, não são muito procuradas, apesar do frio. As restrições para a venda desses produtos têm reduzido a procura. “O cliente está comprando só o necessário”, diz a gerente, lembrando que são seguidos todos os protocolos de segurança na comercialização desses produtos na loja.

A continuação do frio na próxima semana, junto com o Dia dos Pais, comemorado no dia 9 de agosto, o segundo domingo do mês, pode trazer “oxigênio” para o comércio, diz o comerciante Jorge Halal. Na primeira onda de frio do ano, as lojas estavam fechadas, período que coincidiu com a primeira quinzena do mês, quando as vendas sempre são melhores.

O presidente do Sindicato do Comércio Lojista (Sindilojas), Renzo Antonioli, também avalia que no início do mês, com as portas das lojas abertas, as vendas seriam o dobro de agora. “Roupas sempre vendem. O frio exige”, diz, reiterando que em menor velocidade neste período do mês.

Já as liquidações, que vieram mais cedo no ano passado, não ocorrerão da mesma fora, adianta Antonoli. “Ainda não”, exclama. O que está ocorrendo são ofertas pontuais e condições especiais de pagamentos. “Já não estamos vendendo. Liquidando vai ser um problema maior. Não vamos pagar nem os fornecedores”, diz. 


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