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Confiança da pequena indústria volta a crescer

O Índice de Confiança da Indústria atingiu o maior valor desde julho do ano passado

25 de Janeiro de 2022 - 12h05 Corrigir A + A -
 IC-MPE passou de 93,8 para 94,1 pontos em dezembro. (Foto: Divulgação - DP)

IC-MPE passou de 93,8 para 94,1 pontos em dezembro. (Foto: Divulgação - DP)

Após quatro meses de queda, a confiança de micro e pequenas empresas da indústria apresentou incremento de 8,5 pontos, passando de 95,5 pontos para 104 pontos. Segundo a Sondagem das Micro e Pequenas Empresas, realizada mensalmente pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com a Fundação Getulio Vargas (FGV), a melhoria da indústria fez com que o Índice de Confiança de Micro e Pequenas Empresas (IC-MPE) apresentasse ligeira variação positiva de 0,3 ponto e compensasse a queda registrada em outros setores.

Em dezembro de 2021, após ter apresentado queda em novembro, o IC-MPE, que mede a confiança dos donos de pequenos negócios do comércio, serviços e indústria, passou de 93,8 para 94,1 pontos. “O Índice de Confiança Geral das MPE ainda está abaixo da neutralidade. A retomada da confiança da Indústria, com esse setor voltando a ultrapassar a barreira dos cem pontos, espelha um movimento ainda localizado, nas indústrias de alimentos e produtos de metal, cujo Índice de Situação Atual de dezembro avançou positivamente”, diz o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Em dezembro, a confiança dos empreendedores do comércio apresentou queda de 3,3 pontos e no setor de serviços, 1,1 ponto.

O Índice de Confiança da Indústria atingiu o maior valor desde julho do ano passado (106,7 pontos), o que fez com que o setor recuperasse 75,9% das perdas dos últimos meses. “Vale à pena reforçar que essa recuperação da indústria é observada apenas nas micro e pequenas empresas, o que mostra a força dos pequenos negócios nesses segmentos. Quando incluímos nesse cálculo os dados das médias e grandes indústrias, o índice apresenta uma queda de dois pontos”, completa Melles. O segmento de alimentos foi o que mais influenciou positivamente o setor, seguido pelo de metalurgia, refino e produtos químicos. Já o segmento de vestuário recuou.

A melhoria da confiança nas MPE da indústria pode ser atribuída à melhora da situação atual e das perspectivas para os próximos meses, nesses segmentos. “Na média das MPE da indústria, o indicador que prevê a produção e as contratações de mão de obra para os próximos meses foram os que mais influenciaram positivamente, já que ambos subiram 11,3 pontos, alcançando o patamar de 105,9 pontos e 113,3 pontos, respectivamente”, diz o presidente do Sebrae, que destaca ainda que o quesito que mede a tendência dos negócios nos próximos seis meses verificou elevação (5,5 pontos), atingindo o nível de 102,7 pontos.

Dos três setores analisados, a indústria é o que mais pretende contratar nos próximos três meses. Do total entrevistado, 21,3% pretende aumentar seus quadros de funcionários, contra 18,9% dos de serviços e 15,1% de comércio. Os donos de pequenas indústrias do Sul do país são os mais otimistas. O Índice de Confiança do setor na região atingiu a marca de 123,9 pontos, seguido pelas regiões Sudeste (113,1), Nordeste (104,1) e Centro-Oeste e Nordeste, com índice de 98,4.


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