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Como usar o 13º em 2021?

Para muitos empregados, pode ser a oportunidade de ter um folego nas despesas do mês e de fim de ano ou quitar dívidas pendentes

12 de Novembro de 2021 - 12h46 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Varejo. Pelotas, como polo varejista, tem no comércio uma das principais fontes do abono natalino. (Foto: Jô Folha)

Varejo. Pelotas, como polo varejista, tem no comércio uma das principais fontes do abono natalino. (Foto: Jô Folha)

Estabilidade. Segundo o presidente do Sindilojas, Renzo
Antonioli, as vendas estão no mesmo patamar em 2021. (Foto: Carlos Queiroz)

Estabilidade. Segundo o presidente do Sindilojas, Renzo Antonioli, as vendas estão no mesmo patamar em 2021. (Foto: Carlos Queiroz)

Pagamentos. Compras de presentes de Natal à vista é uma das recomendações do especialista em investimento.

Pagamentos. Compras de presentes de Natal à vista é uma das recomendações do especialista em investimento.

O momento ainda é de retomada para a maioria das atividades econômicas. Mesmo assim, para a iniciativa privada, é hora de pensar no 13º salário, o abono de Natal, como também é conhecido. Para muitos empregados, pode ser a oportunidade de ter um folego nas despesas do mês e de fim de ano ou quitar dívidas pendentes. Para os patrões, é a hora de fazer as contas para quitar esta obrigação anual. O certo, no entanto, é que é uma renda extra, que tem parte dela destinada ao consumo.

Vale lembrar que, segundo a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), não há um dia exato em que as empresas precisam pagar o 13º salário. No entanto, a CLT determina uma data máxima em que o empregador obrigatoriamente deve pagar o abono natalino: a primeira parcela até 30 de novembro, sem nenhum desconto, e a segunda até 20 dezembro, aí sim com os descontos da Previdência Social e do Imposto de Renda retido na fonte. No entanto, muitas empresas pagam, quando solicitadas, o 13º antecipadamente com as férias dos empregados.

Polo econômico da Zona Sul do Estado, Pelotas tem predominância do comércio varejista, que ainda enfrenta os reflexos negativos da pandemia da Covid-19. A retomada dos negócios está sendo mais lenta que o esperado para alguns segmentos específicos. Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) de Pelotas, Renzo Antonioli, as grandes empresas estão organizadas e terão como cumprir estes dois prazos. Muitas das médias terão capital próprio para isto e outras recorrerão aos bancos, que oportunizam financiamentos específico para pagamento do 13º, de acordo com levantamento feito pela entidade junto aos associados.

Uma parte das médias e também algumas pequenas perderam, no entanto, esta capacidade de negociação bancária e terão dificuldades. São empresas que ficaram inadimplentes junto aos bancos, negociaram suas dívidas, mas não puderam pagar, em razão das dificuldades que a pandemia da Covid-19 impôs à continuidade de seus negócios. Estas é que terão maior dificuldade, segundo Antonioli.

O momento para o varejo pelotense está melhor, avalia o presidente do Sindilojas - embora muito oscilante. “Tens dias de bom fechamento de vendas, dias de médio e dias de fraco”, conta. “As grandes empresas estão com faturamento equilibrado”, diz. Ao contrário dos indicadores nacionais, que apontam queda nas vendas nos dois últimos meses, depois de uma recuperação anterior, Pelotas conseguiu manter-se em um patamar estável, embora baixo no período. Indicadores nacionais não refletem a realidade das pequenas cidades do interior do Brasil, explica Antonioli.

Pelotas e as cidades da Zona Sul sentem os reflexos positivos da safras agrícolas muito boas na diferentes cadeias produtivas, que movimentam o segmento econômico varejista. O mesmo ocorre com a pecuária, que também atravessa um período muito bom, recorda Antonioli. Em Pelotas, houve queda no faturamento das empresas no ano passado. “Mas em 2021, estamos revertendo”, diz o líder varejista, com base nas informações que vem recebendo.

Como planejar o começo do ano usando o 13º salário?

Assessor de investimentos na iHUB Investimentos, Gian Montebro, dá dicas para usar o 13º salário na compra de presentes para o final do ano, mas também para quitar dívidas, pensar nas despesas de início do próximo ano e fazer uma reserva para imprevistos que possam surgir em 2022. Confira as quatro dicas para um bom planejamento financeiro para começar o próximo ano:

1 - Pague as contas atrasadas - Tente se planejar para quitar as dívidas com valores mais altos. Assim, a “bola de neve” das contas tende a diminuir e logo será possível começar a enxergar uma luz no fim do túnel para zerar os demais débitos, explica.

2 - Compre os presentes de Natal à vista - Separe uma parte do 13°, negocie e pague os presentes à vista. Evite parcelar qualquer presente, isso pode ser uma armadilha e onerar o orçamento dos meses seguintes.

3 - Guarde dinheiro para as contas do início do ano - “Sabemos que todo ano é a mesma coisa, as festas mal acabam e o início do ano já vem repleto de novas contas, como Imposto de Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) e Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana (IPTU). Por isso, priorize o pagamento antecipado. Assim, é possível garantir um desconto, evitando o desperdício de dinheiro em juros”, diz o especialista em investimentos.

4 - Invista uma parte do dinheiro - Quando menos esperamos imprevistos ocorrem, alerta Montebro. Por isso, ao pensar em investir o 13º, é possível planejar e aplicar apenas uma parte.

Montebro alerta sobre a Black Friday do fim do mês. “Na data dos descontos imperdíveis, no varejo físico e online, vale puxar o freio nas compras para não criar mais débitos, que possivelmente serão mais difíceis de pagar. Mas, se há um desejo muito grande por um produto ou serviço, que tem um desconto maior na Black Friday, com 50%, por exemplo, vale aproveitar a oportunidade”, diz.


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